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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Estudo detecta ligação entre medo do inferno e baixa criminalidade


Um estudo sugere que muitas pessoas deixam de cometer crimes porque temem arder no inferno. O professor de psicologia Azim F. Shariff, que é o autor do estudo e diretor do Laboratório de Cultura e Moralidade na Universidade de Oregon (EUA), concluiu que a incidência de crime é menor nas sociedades onde predomina a crença de um Deus punitivo em relação àquelas que têm devoção por um Deus benevolente.

Ele disse que, em resumo, “nos lugares onde se crê no inferno existe taxas mais baixas de criminalidade e onde se crê apenas no céu as taxas de transgressões são maiores”. As exceções seriam os países altamente desenvolvidos onde há baixa taxa de criminalidade, embora parte significativa de sua população seja de descrentes.

A ligação entre medo de inferno e baixa criminalidade é uma percepção do senso comum, só que agora dados analisados com rigor científicos apontam nesse sentido. O estudo Different Views of God Predict Cheating Behavior (Deuses maus geram pessoas boas: diferentes visões sobre Deus ajudam a prever comportamento e trapaças) teve como base dados coletados durante 26 anos referentes a 143.197 pessoas de 67 países.

Shariff afirmou que o seu estudo reforça as evidências de que as sociedades primitivas se valeram da punição do sobrenatural como um eficaz instrumento para que as pessoas agissem com ética em relação às outras. Ou seja, por essa perspectiva, a real importância das crenças religiosas estaria no fato de ser um sistema de controle social.

O estudo também mostrou, segundo Shariff, que a crença religiosa não é bloco monolítico. “Ao dividir a religião em construções diferentes, verifica-se a existência de relacionamentos diferentes”, disse.

Shariff reconheceu que o seu estudo contém certa dose de especulação, porque se baseou em dados correlacionais, os quais poderão fornecer explicações alternativas sobre o tema.

Com informação do Huffington Post.

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