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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dinamarqueses trocam religião por vampiros do Crepúsculo

Cartaz do filme Crepúsculo
Essas histórias suprem a necessidade
pelo fantasioso dos adolescentes 
As histórias de vampiros de livros como Crepúsculo, de Stephenie Meyer, tomaram o lugar das religiões no imaginário dos jovens dinamarqueses, de acordo com um estudo feito por Line Nybro Petersen, da Universidade de Cinema de Copenhagem e do Departamento de Estudos Sobre Mídia.

Ela concluiu que essas histórias suprem a necessidade dos adolescentes pelo transcendente. “A sensação é de que essas emoções transcendentais são, para os jovens, algo maior do que eles mesmos, uma forma semirreligiosa.”

A Dinamarca é um país escandinavo com cerca de 5,5 milhões de habitantes. Trata-se de uma monarquia cujo regime de governo é o parlamentar. Os dinamarqueses desfrutam de uma elevada qualidade de vida e estão entre os povos menos religiosos do mundo.

Petersen constatou que os jovens adquirem conceitos sobre questões como o bem e o mal, vida após a morte e o destino através da mídia (livro, filmes, internet, etc.).

A pesquisadora argumentou que os vampiros do Crepúsculo ou da saga de True Blood podem parecer ícones estranhos para transmitir experiência espirituais, em substituição às religiões, mas trata-se, segundo ela, de um equívoco porque essas histórias contêm símbolos religiosos, como cruz e água benta.

O estudo de Petersen faz parte de sua tese de doutorado. Ela pesquisou e entrevistou adolescentes que gostam de filmes com a temática do fantástico, como Vampires Diaries, Sobrenatural, Ghost Whisperer, além do Crepúsculo.

Ela descobriu que, a partir dessas histórias, os jovens debatem grandes questões da vida, em um processo que antes era exercido pelas religiões. “Os adolescentes, por exemplo, fazem uma ideia sobre o que acontece após a morte quando leem ou assistem a esses filmes”, disse. “E eles sempre acabam aprendendo alguma coisa.”

Afirmou que se trata apenas de uma fase da vida desses jovens, porque, a partir de um determinado momento, eles “substituem essas histórias por outras e seguem em frente”.





Fonte: Live Science.

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