Evangélicos reagem contra uso pelas filhas de símbolo da Escola São Jorge

Um casal de evangélicos de Pontal de Araguaia (MT) teve de recorrer à Defensoria Pública para que suas duas filhas pudessem deixar de usar na camisa do uniforme o símbolo da Escola Municipal São Jorge. A cidade tem cerca de 5 mil habitantes e fica a 512 km ao sul de Cuiabá.

Antes, a mãe das garotas se propôs a confeccionar camisas sem a figura do santo, mas a direção da escola e o Conselho de Classe não aceitaram com o argumento de que o uniforme não pode ser alterado.

O caso ficou tenso porque a escola manteve a sua decisão mesmo após os pais, sob a orientação do seu pastor, terem recorrido à Defensoria.

A escola só permitiu exclusão do símbolo religioso do uniforme após o defensor público Milton Martini ter notificado a prefeitura de que o caso seria enviado para a Justiça.

Martini argumentou, na notificação, que o Estado é laico. "O artigo 5º da Constituição Federal assegura a igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, disse. “Inclusive garante a liberdade de consciência e de crença."

O episódio mantém na ordem o dia a observância do Estado laico pelas escolas. Na maioria dos casos noticiados recentemente, são professores evangélicos que impõem a sua religião aos alunos.

Com informação da Gazeta Digital.

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