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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ninguém pode usar a psicologia para endossar ideias religiosas

de Valdo a propósito de comentários no post
CRP pede a psicóloga que não faça proselitismo religioso

Meu Deus do céu. Quanta asneira li aqui. Vamos esclarecer alguns pontos.

A psicologia tem três grandes linhas: a congnitivo-comportamental, humanista e a psicanálise (dividida em várias abordagens, Freud, Jung, Lacan, Reich, dentre outros).

Ela [Marisa Lobo] pode ser psicóloga e ser cristã, mas "psicologia cristã" não existe. Ela está fazendo uma fusão da psicologia com a crença cristã, e isso fere o código de ética.

Um profissional pode conhecer as crenças do paciente e inserir o tratamento dentro do contexto sócio-cultural dele. Mas usar a psicologia pra endossar conceitos religiosos ou práticas de proselitismo é antiético.

Ela pode ser psicóloga e ser pregadora e teóloga (nem todo curso de teologia das igrejas é reconhecido pelo MEC). No entanto ela não pode usar a psicologia para endossar ideias religiosas. Pode pregar, mas não usar a psicologia pra endossar a pregação.

Ela pode acreditar no "poder de cura de Jesus". Mas não pode usar a psicologia pra tentar convencer o paciente das suas crenças religiosas.

Ela pode expor as suas crenças religiosas. Desde que não assine embaixo como psicóloga, porque aí ela estaria usando a psicologia pra endossar crenças, e a psicologia não tem opiniões a respeito.

Não está havendo nenhuma pressão ou perseguição religiosa. Ela não tem que "negar Jesus", ou qualquer coisa do tipo. Mas tem de seguir o código de ética do psicólogo.

Ela tem de saber separar a vida profissional da vida religiosa e não usar a profissão pra fazer essa lambança que está fazendo.

‘Psicóloga cristã’ desafia: ‘Quero ver se tem macho para me cassar’
fevereiro de 2012

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