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Religião, ateísmo, teoria da evolução e astronomia

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Arnaldo Jabor, ateu famoso

Jabor é criticado pela
esquerda e direita
O cineasta e jornalista Arnaldo Jabor escreveu em 2005 que seu pai, um engenheiro militar, lhe passou dois ensinamentos: torcer pelo América Futebol Clube e ser ateu. “Claro que segui seus conselhos”, afirmou.

Mas em 2006, em uma entrevista para a revista Trip, disse que se tornou descrente por outro motivo. “Na verdade, aprendi a ser ateu com os jesuítas. Eles traumatizaram tanto, que falei: ‘Não é possível que essa gente tenha razão’”.

Jabor nasceu no Rio de Janeiro no dia 12 de dezembro de 1940. Produziu filmes que se tornaram clássicos do cinema brasileiro. Seu primeiro sucesso foi “Toda Nudez Será Castigada” (1973), cujo roteiro é uma adaptação da peça homônima de Nelson Rodrigues.

Além de ter estudado em “escola de padre”, nos anos 60 foi militante de esquerda, aliando-se ao movimento de combate à ditadura militar. Identificava-se com os trotskistas.

Nos anos 90, virou colunista da grande imprensa e de telejornais da Globo por causa da falência do cinema brasileiro decretada pela política de devastação cultural do presidente Fernando Collor.

Ele se revelou, então, um cronista polêmico, dedicando a sua prosa inflamada, entre outros temas, ao questionamento dos esquerdistas que, segundo ele, privatizaram para uso próprio o Estado brasileiro, via PT.

Para seus ex-companheiros da esquerda, ele virou “reacionário”. Mas Jabor é também criticado pela direita. Suas crônicas têm grande repercussão na internet.

Com um texto pontuado por frases de efeito, Jabor tem sido ainda um crítico contundente das religiões. Ele se detém nos casos internacionais de fundamentalismo religioso, como destaque para os muçulmanos. Mas não deixa de criticar a Igreja Católica brasileira e as seitas evangélicas ávidas por dízimo.

O jornalista chegou a ser processado pela Universal por ter comentado com ironia a notícia da apreensão pela Polícia Federal em julho de 2005 de sete malas com R$ 10 milhões que estavam com um bispo da igreja. Em julho de 2011, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a sentença de primeira instância de que Jabor não tinha cometido nenhuma ofensa à denominação.

Em abril de 2011, ele foi o único jornalista da grande imprensa brasileira – geralmente parcimoniosa em suas críticas aos males causados pelas crenças – a ressaltar o caráter religioso do comportamento do atirador que matou 12 estudantes de uma escola do Rio. 

Na rádio CBN, ele disse: “O massacre dos meninos no Rio de Janeiro foi um massacre religioso, com a matança dos inocentes de Herodes. O assassino foi o anjo da morte de um Deus louco”.





Com informação do Globo, Trip e Wikipédia, entre outras fontes.

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