Dois dias após chamar Leão XIV de "fraco", Trump cancelou contrato de US$ 11 mi que abrigava crianças migrantes há 60 anos em Miami
O governo Trump cancelou um contrato de US$ 11 milhões com a Catholic Charities da Arquidiocese de Miami para abrigar crianças migrantes desacompanhadas.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos notificou a entidade em março. A parceria durava mais de seis décadas.
O governo Trump cancelou um contrato de US$ 11 milhões com a Catholic Charities da Arquidiocese de Miami para abrigar crianças migrantes desacompanhadas.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos notificou a entidade em março. A parceria durava mais de seis décadas.
A Catholic Charities operava um abrigo de 81 leitos em Cutler Bay, na Flórida, além de rede de casas de acolhimento e serviços de reunificação familiar.
Líderes da Igreja advertem que os serviços podem ser encerrados em três meses. Sem o financiamento federal, o programa simplesmente deixa de existir.
O arcebispo Thomas Wenski, de Miami, classificou a decisão como o fim abrupto de "mais de 60 anos de relacionamento".
Wenski reconheceu a queda no número de crianças atendidas. Mas afirmou ser um absurdo que o governo derrubasse um programa que dificilmente seria replicado com o mesmo nível de competência.
A cronologia é o dado mais relevante. Dois dias antes do cancelamento, Trump publicou no Truth Social que o papa Leão XIV é "WEAK on Crime, and terrible for Foreign Policy".
O ataque veio após Leão condenar a "delusion of omnipotence" que alimenta a guerra entre EUA, Israel e Irã, durante vigília na Basílica de São Pedro.
O papa respondeu que não tem "nenhum medo" do governo Trump e que continuará a se manifestar contra a guerra.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni — longe de ser uma progressista — classificou o ataque de Trump ao pontífice como "inaceitável".
O HHS alegou que o cancelamento refletiu queda no número de menores sob custódia federal. Wenski reconheceu a redução, mas rejeitou a justificativa.
Redução no fluxo justificaria redimensionar o programa. Não demolir, em três meses, uma estrutura construída em seis décadas.
A Primeira Emenda proíbe o governo de retaliar contra instituição religiosa pelo exercício de sua fé.
A Lei de Restauração da Liberdade Religiosa garante que entidades religiosas sejam livres para praticar sua fé sem medo de retaliação federal.
Cortar US$ 11 milhões de uma caridade católica na semana em que o presidente atacou o papa é um caso paradigmático de violação desse princípio.
Em 2024, Trump conquistou 55% do eleitorado católico — margem de 12 pontos sobre Kamala Harris. Hoje, a aprovação entre católicos caiu para 48%.
Com 53 milhões de católicos nos EUA — 20% do eleitorado —, a base que o elegeu começa a rachar exatamente onde ele mais precisaria dela.
Com informação de The Atlantic, Newsweek, CBS News Miami, Gazeta do Povo e Paulopes
Líderes da Igreja advertem que os serviços podem ser encerrados em três meses. Sem o financiamento federal, o programa simplesmente deixa de existir.
O arcebispo Thomas Wenski, de Miami, classificou a decisão como o fim abrupto de "mais de 60 anos de relacionamento".
Wenski reconheceu a queda no número de crianças atendidas. Mas afirmou ser um absurdo que o governo derrubasse um programa que dificilmente seria replicado com o mesmo nível de competência.
A cronologia é o dado mais relevante. Dois dias antes do cancelamento, Trump publicou no Truth Social que o papa Leão XIV é "WEAK on Crime, and terrible for Foreign Policy".
O ataque veio após Leão condenar a "delusion of omnipotence" que alimenta a guerra entre EUA, Israel e Irã, durante vigília na Basílica de São Pedro.
O papa respondeu que não tem "nenhum medo" do governo Trump e que continuará a se manifestar contra a guerra.
A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni — longe de ser uma progressista — classificou o ataque de Trump ao pontífice como "inaceitável".
O HHS alegou que o cancelamento refletiu queda no número de menores sob custódia federal. Wenski reconheceu a redução, mas rejeitou a justificativa.
Redução no fluxo justificaria redimensionar o programa. Não demolir, em três meses, uma estrutura construída em seis décadas.
A Primeira Emenda proíbe o governo de retaliar contra instituição religiosa pelo exercício de sua fé.
A Lei de Restauração da Liberdade Religiosa garante que entidades religiosas sejam livres para praticar sua fé sem medo de retaliação federal.
Cortar US$ 11 milhões de uma caridade católica na semana em que o presidente atacou o papa é um caso paradigmático de violação desse princípio.
Em 2024, Trump conquistou 55% do eleitorado católico — margem de 12 pontos sobre Kamala Harris. Hoje, a aprovação entre católicos caiu para 48%.
Com 53 milhões de católicos nos EUA — 20% do eleitorado —, a base que o elegeu começa a rachar exatamente onde ele mais precisaria dela.
Com informação de The Atlantic, Newsweek, CBS News Miami, Gazeta do Povo e Paulopes

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