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Instituições médicas internacionais condenam a homeopatia. Brasil apoia. Uma vergonha

Brasil desperdiça dinheiro com a oferta dessa pseudociência no SUS, como se há dinheiro de sobra para a saúde pública.


A homeopatia não tem eficácia alguma, é balela, não é validada pela ciência.

A essa pseudociência se insere no âmbito da crença, no patamar das orações, por exemplo, porque não passa pelo escrutínio do método cético.

Países e instituições médicas de vários países baniram essa pseudociência dos seus sistemas públicos de saúde, mas não o Brasil — uma vergonha.

No Brasil, a homeopatia não só tem status de ciência, é ensinada em faculdades, como recebe apoio governamental com sua instrução no SUS, que a introduziu no SUS, absorvendo recursos que poderiam ser aplicados em procedimentos cientificamente consolidados ou na compra de equipamentos.

Segue uma lista parcial de avaliações independentes de organizações internacionalmente respeitadas. entidades de diversos países.


  — A Asa (Autoridade de Padrões de Publicidade do Reino Unido) exige que as alegações de eficácia para produtos homeopáticos sejam comprovadas por evidências clínicas robustas e determinou que alegações sem comprovação são enganosas.

— A Academia Americana de Pediatria (EUA) alerta que tratamentos alternativos não comprovados, incluindo a homeopatia, não devem atrasar ou substituir o atendimento médico eficaz, principalmente em crianças.

— O Colégio Americano de Toxicologia Médica e a Academia Americana de Toxicologia Clínica (EUA) declararam conjuntamente que "não existem evidências" de que a homeopatia seja eficaz, observando que ela pode ser prejudicial ao atrasar o tratamento baseado em evidências; eles recomendaram "não usar o tratamento homeopático para doenças ou prevenção".

— A Associação Médica Americana (EUA) emitiu declarações afirmando que "não há evidências de boa qualidade" de que a homeopatia seja eficaz para qualquer condição e se opôs à sua integração na prática convencional.

Associação Médica Argentina (AMA, Argentina), AMA, criticou a inclusão da homeopatia na prática médica, afirmando que ela carece de evidências científicas e alertando contra sua promoção como um tratamento válido.

Autoridade de Saúde Belga: O Serviço Público Federal de Saúde da Bélgica suspendeu o reembolso de tratamentos homeopáticos em 2020, seguindo a recomendação do Conselho de Médicos de que a prática carece de evidências científicas.

As autoridades de saúde canadenses, como a Health Canada, exigem rótulos de advertência em alegações não licenciadas: “Este produto não foi aprovado nem autorizado para qualquer indicação”, em consonância com as evidências de que a homeopatia carece de suporte clínico confiável.

A Associação Médica Canadense (CMA), por meio de editoriais em seu periódico (CMAJ), condenou o licenciamento da homeopatia como uma "brecha" que implica eficácia sem comprovação científica, afirmando que isso "representa uma piada de processo regulatório".

A Diretora Médica da Inglaterra (Dame Sally Davies) chamou publicamente os preparados homeopáticos de "lixo", afirmando que eles funcionam apenas como placebos, sem nenhum benefício terapêutico além dos efeitos psicológicos.

O Conselho Consultivo Científico das Academias Europeias (EASAC) emitiu uma declaração em 2017 concluindo que "não há evidências de que os produtos homeopáticos sejam eficazes" e reiterou que as explicações para a eficácia da homeopatia são "cientificamente implausíveis".

A Comissão Federal de Comércio (Federal Trade Commission, EUA) exige que os produtos homeopáticos não aleguem eficácia sem comprovação; caso contrário, devem declarar claramente a falta de respaldo científico.

A Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental (FASEB) afirmou que "não há evidências convincentes" da eficácia clínica da homeopatia, uma vez que seus mecanismos contradizem a química e a física estabelecidas.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA afirma que "nenhum produto homeopático é aprovado pela FDA"; esses produtos não são avaliados quanto à segurança ou eficácia. A FDA também alerta que eles podem apresentar riscos.

A Academia Francesa de Medicina rejeitou a homeopatia por considerá-la cientificamente inválida, afirmando que sua base teórica e as evidências clínicas são inadequadas ou inexistentes.

A Associação Médica Alemã (Alemanha) removeu, em 2020, a homeopatia do currículo modelo de formação continuada para médicos, declarando que ela "não é um procedimento médico baseado em descobertas científicas".

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns (Reino Unido), em seu relatório de 2010, concluiu que "as revisões sistemáticas e meta-análises demonstram conclusivamente que os produtos homeopáticos não têm desempenho melhor do que os placebos".

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês), do Reino Unido, seguiu a recomendação do comitê ao restringir o licenciamento; os produtos homeopáticos não devem fazer alegações médicas sem evidências e não são mais endossados ​​como medicamentos.

O Instituto Nacional do Câncer (EUA) afirma que a homeopatia "não demonstrou ser eficaz" para o tratamento do câncer ou alívio dos sintomas, não havendo estudos rigorosos que comprovem benefícios além do efeito placebo.

O Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC, Austrália), após analisar mais de 1.800 estudos, concluiu que "não existem condições de saúde para as quais haja evidências confiáveis ​​de que a homeopatia seja eficaz".

O Serviço Nacional de Saúde (NHS, Inglaterra) declarou formalmente que "nenhum recurso do NHS será gasto em medicamentos homeopáticos", com a orientação de que a homeopatia "não apresenta desempenho melhor do que placebos".

O Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE, na sigla em inglês), do Reino Unido, não recomenda a homeopatia em nenhuma diretriz clínica e baseia suas recomendações nas melhores evidências disponíveis.

A Royal Society (Reino Unido) tem contado com diversos membros que criticaram publicamente a homeopatia, e a Sociedade tem apoiado princípios da medicina baseada em evidências que são incompatíveis com as alegações da homeopatia.

A Academia Russa de Ciências descreveu a homeopatia como uma "pseudociência" com princípios que "contradizem as leis conhecidas da química, da física e da biologia".

— Em 2018, a Ordem dos Médicos da Espanha (Organização Colegiada de Médicos da Espanha) revogou o reconhecimento da homeopatia como um "procedimento médico", declarando-a "sem fundamento científico".

—A Associação Médica Sueca e o Conselho Nacional de Saúde declararam a homeopatia cientificamente infundada em 2010, desaconselhando seu uso na área da saúde.

— A Academia Suíça de Ciências Médicas concluiu que a homeopatia carece de evidências científicas e não deve ser reembolsada pelos planos de saúde.

—Após uma revisão realizada entre 2005 e 2011, o Departamento Federal de Saúde Pública da Suíça rejeitou a renovação da inclusão no seguro saúde básico (embora tenha sido posteriormente reintroduzida em 2017 sob condições políticas específicas).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou explicitamente que a homeopatia "não deve ser usada" para doenças graves como HIV, tuberculose ou malária, alertando que a sua utilização "pode ​​ser perigosa".

> Com informação do professor britânico de ciência e divulgador científico Edzard Ernst.




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