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Americanos rejeitam igrejas em campanhas políticas

A maioria dos americanos rejeita o uso de templos religiosos para propaganda política, mesmo com a flexibilização de normas da Receita Federal dos Estados Unidos.


Dados do instituto PRRI indicam que o apoio ao uso de igrejas em campanhas é maior entre adeptos do nacionalismo cristão e evangélicos brancos do Partido Republicano.

Eduardo Campos Lima, do Crux, relatou que o Serviço de Receita Federal (IRS) indicou que templos podem apoiar candidatos sem perder a isenção tributária federal.


A medida mexe na Emenda Johnson, lei de 1954 que proíbe entidades isentas de impostos de participar de campanhas. Lima afirma que a separação entre Estado e Igreja perde nitidez.

O levantamento do PRRI mostra que 75% da população se opõe ao apoio político por igrejas. O índice de rejeição variou pouco desde 2017, quando o grupo contrário somava 71%.

A resistência ao uso da fé na política é maior entre americanos sem religião. Nesse grupo, apenas 8% aceitam que pastores e padres endossem nomes em busca de votos no altar.

Cerca de 45% dos defensores do nacionalismo cristão querem templos livres para atuar em eleições. Entre os que rejeitam essa ideologia, o apoio à prática despenca para 5%.

No campo político, 31% dos republicanos defendem que as igrejas participem de campanhas. A adesão cai para 19% entre independentes e chega a 13% no Partido Democrata.

Um exemplo desse cenário é o aumento do apoio entre protestantes negros. O índice subiu de 19% para 32% no último período, enquanto católicos hispânicos caíram de 30% para 16%.

Evangélicos brancos registram 36% de apoio ao fim da restrição política. Lima descreve que o consenso nacional ainda pende para a manutenção da neutralidade das instituições.

Atualmente, os judeus americanos aparecem com 18% de aceitação ao modelo. Membros de outras religiões não cristãs somam 22% de concordância com o envolvimento eleitoral.

O PRRI coletou as opiniões de cidadãos dos 50 Estados americanos durante o ano de 2023. O grupo de entrevistados incluiu 5.600 adultos em todo o território dos Estados Unidos. 


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