Pular para o conteúdo principal

Igrejas da Alemanha perdem mais 1,1 milhão de fiéis e religião caminha para o fim

O total de alemães sem religião já supera o de cristãos, enquanto a cobrança de impostos e escândalos aceleram o fechamento de quase 300 paróquias

A adesão de fiéis às igrejas Católica e Protestante na Alemanha (DE) segue em queda livre. Em 2025, o número de membros das principais instituições caiu 1,13 milhão de pessoas.


Os dados foram publicados pela Conferência Episcopal Católica Alemã e pela Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). O declínio ocorre por desfiliações voluntárias e pelo aumento de óbitos.

O grupo de pesquisa Weltanschauungen (Fowid) confirmou que a secularização acelerou. Em 1990, apenas 22% dos alemães eram não religiosos. Hoje, a ausência de fé é a norma no país.

O número de católicos caiu 550 mil, restando 19,22 milhões de pessoas. Isso equivale a 23% da população total. A maioria decidiu deixar a instituição de forma oficial e definitiva.

Entre os protestantes, a queda foi maior. O grupo diminuiu 580 mil membros, restando 17,4 milhões. As desfiliações na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) somaram 350 mil casos no ano.

Heiner Wilmer, presidente da Conferência Episcopal Católica, disse que as estatísticas refletem o momento da igreja. Wilmer notou que o número de frequentadores subiu pouco, mas lamentou as saídas.

Na Alemanha (DE), quem é filiado a uma igreja paga o "Kirchensteuer". É um imposto de 8% ou 9% sobre o imposto de renda. O governo recolhe o valor e repassa para as instituições religiosas.

Muitos fiéis renunciam à filiação para não pagar essa taxa. O processo é feito por carta. O imposto é a maior fonte de receita das igrejas, mas estimula o abandono de membros nominais.

O portal Paulopes (www.paulopes.com.br) relatou que a população sem religião atingiu 47% no final de 2024. Pela primeira vez, os sem-igreja superaram o total de católicos e protestantes juntos.

A crise de confiança piorou com escândalos de abuso sexual. Paulopes (www.paulopes.com.br) destaca que isso dá o impulso final para o fiel assinar a saída administrativa da instituição.

O total de batismos também caiu. Na Igreja Católica, foram 109 mil batizados em 2025. Há 25 anos, esse número passava de 220 mil anualmente. A renovação da base de fiéis está paralisando.


A falta de interesse atinge o clero. A Igreja Católica teve apenas 25 ordenações de padres em 2025. Em 2000, foram 154 novos sacerdotes.

O celibato torna a função pouco atraente aos jovens.O encolhimento físico é visível nas cidades. Em 2025, existiam 8.997 paróquias católicas. São 294 a menos que no ano anterior. 

Muitas dioceses estão se fundindo ou fechando templos vazios.Georg Bätzing, bispo e presidente da Conferência Episcopal Alemã, classificou os dados como alarmantes.

 Para Bätzing, a igreja caminha para se tornar uma denominação minoritária no país.

A prática religiosa real é muito baixa. Apenas 5% da população alemã é ativa na fé. Entre protestantes, só 2,3% frequentam cultos mensalmente. A maioria mantém o nome no registro por hábito.

A Alemanha (DE) segue o caminho da Europa Ocidental. Na França, 51% não têm religião. Na Espanha, o grupo sem fé chegou a 43,5% em 2023. A religião tradicional perde força em todo o continente.

Especialistas preveem que os sem-religião serão mais de 50% dos alemães em dois anos. O fechamento de igrejas prova a inviabilidade financeira e a perda de sentido social das instituições.

A tendência de queda parece irreversível. Sem batismos e sem novos padres, as estruturas religiosas apodrecem. O país caminha para um futuro onde a fé será um detalhe histórico do passado.

Com informação da Igreja Católica e da Protestante.



Comentários

Post mais lidos nos últimos 7 dias