O historiador Yuval Noah Harari afirmou no Fórum Econômico Mundial (Davos 2026) que, em breve, a inteligência artificial (IA) se tornará a autoridade máxima das religiões monocráticas.
Harari, que é ateu e autor de "Sapiens", explicou que sistemas como o cristianismo, islamismo e o judaísmo baseiam o poder em palavras escritas, campo onde a máquina supera o homem.
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Para Harari, a autoridade migra do humano para o algoritmo. Se a religião é um código de leis, a IA atua como o juiz perfeito por processar textos com total precisão |
O especialista chama isso de "espiritualidade invertida". A máquina dita a verdade a partir de textos sagrados, tornando fiéis em súditos de uma lógica puramente processual e mecânica.
Irene Tracey, vice-reitora da Universidade de Oxford, mediou o debate. Ela destacou que a velocidade da mudança atual supera a Revolução Industrial e exige atenção ética imediata.
Harari questionou se países darão liberdade religiosa a seitas criadas por IAs. Ele lembrou que quase toda religião diz ter sido criada por uma inteligência não humana.
O domínio das palavras permite que a IA manipule e minta. Se a identidade humana seguir baseada apenas no pensamento verbal, ela entrará em colapso total diante das máquinas.
O historiador defende que a sobrevivência humana depende de valorizar sentimentos e sabedorias que não podem ser expressas em palavras, algo que a IA ainda não consegue emular.
Harari alerta que em dez anos será tarde para decidir se robôs podem funcionar em igrejas. A decisão sobre o rumo da humanidade precisa ocorrer agora, antes do domínio pleno, acrescentou.
O portal Paulopes tem acompanhado as críticas de Harari ao fundamentalismo. O historiador leciona na Universidade Hebraica de Jerusalém e pesquisa riscos existenciais na Inglaterra.
Com informação da íntegra da palestra de Harari, do Christian Post, Paulopes e outras fontes.
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