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Escola pública em Joinville repreende aluna de 12 anos por se recusar a orar

Estabelecimento de Santa Catarina tentou obrigar criança de 12 anos a rezar o pai-nosso sob pretexto de ser uma oração “universal”

Luana Cristina Ferreira, influenciadora, denunciou que sua filha de 12 anos foi repreendida em uma escola pública de Joinville (SC) por se recusar a participar de uma oração coletiva.

A adolescente foi retirada da sala e encaminhada à secretaria. Em seguida, foi levada à psicóloga da unidade de ensino por não querer rezar com a turma durante uma aula comum.


Ateia,
Luana
disse que
a filha
poderá um
dia escolher
uma religião,
se quiser

Ferreira afirmou que a escola alegou que a professora se sentiu desrespeitada. A mãe contestou o tratamento dado à filha pela recusa em seguir o dogma.


Acham que minha filha não se sentiu desrespeitada ao ser tirada da sala por não ter religião?", questionou a mãe. 


Ela defende que escola pública não é lugar de prática religiosa.

A coordenação da escola alegou que o “Pai-Nosso” seria universal. A mãe rebateu afirmando que, para quem não tem religião, a oração cristã não possui tal caráter e fere a liberdade.

A direção mudou a rotina após o embate. Substituíram a oração por um “agradecimento geral”. Ferreira decidiu não processar a instituição, mas criticou o estigma sobre os sem religião.

Ferreira relatou ataques na internet por ser ateia e usar piercings. Críticos a chamaram de “diabólica”. Para ela, o desrespeito partiu da escola ao impor crença em um Estado laico.

De acordo com pesquisas citadas pelo Paulopes, o Brasil registra aumento no número de pessoas sem religião, embora a pressão por ensino confessional em escolas públicas persista.

Levantamentos do Paulopes indicam que o preconceito contra ateus no ambiente escolar é reflexo do avanço de grupos religiosos que ignoram a neutralidade estatal prevista na lei.

O nome da unidade escolar foi mantido em sigilo pela mãe para preservar as amizades da adolescente. A prática de orações em escolas públicas viola a Constituição Federal brasileira. O artigo 19 da Constituição proíbe o Estado de manter cultos ou estabelecer religiões.

Com informação de Marie Claire.

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