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CPI do INSS investiga elo de igrejas com fraude bilionária

As movimentações suspeitas chegam a R$ 1,5 milhão em dízimos e doações de empresários ligados ao esquema de descontos indevidos contra aposentados

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da  CPI do INSS que apura a participação de igrejas evangélicas em um esquema de desvios bilionários de aposentados, entre outros casos, pediu a quebra de sigilo de entidades religiosas.

As investigações focam na Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus e na Adoração Church. Esta última recebeu R$ 366 mil de empresários investigados por fraudes no seguro social.

O pastor Heber Trigueiro, da Adoração Church, alega que os valores são dízimos. Ele fez campanha para Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Outras quatro denominações religiosas aparecem em relatórios do Coaf.

A Assembleia de Deus Ministério do Renovo recebeu R$ 511 mil de empresa que prestava serviços a associações suspeitas. O pastor Antônio Nunes da Silva declara renda de apenas R$ 1.320 mensais.

O grupo "Golden Boys", ligado a empresários do setor, teria repassado R$ 370 mil ao Ministério Deus é Fiel Church. O pastor Cesar Belluci é réu em investigação sobre pirâmide financeira e criptomoedas.

André Valadão, da Igreja Lagoinha, recebeu patrocínio de investigados para evento no Allianz Parque. O banco digital Clava Forte, ligado à igreja, saiu do ar após operações contra o Banco Master.

Fabiano Zettel, da Bola de Neve, foi preso pela Polícia Federal (PF) ao tentar fugir para os Emirados Árabes. Ele é apontado como grande doador de campanhas políticas e possui elos com a Lagoinha.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que pastores estariam envolvidos em fraudes. A fala gerou reação de Silas Malafaia, que chamou a parlamentar de "leviana" e cobrou provas contra líderes.

O caso subiu para o STF (Supremo Tribunal Federal) devido ao suposto envolvimento de deputados federais. O relator do caso na Corte é o ministro André Mendonça, que também exerce a função de pastor.

As investigações seguem em curso no Congresso e no Judiciário. Até o momento, não existe incriminação formal de nenhum líder religioso nos inquéritos que apuram a lavagem de dinheiro no esquema.

O Coaf identificou que igrejas receberam ao menos R$ 1,5 milhão de alvos da operação. O montante total desviado de aposentados por meio de associações de fachada ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão.

Paulopes já registrou casos de pastores que utilizam a estrutura religiosa para ocultar bens ou influenciar órgãos públicos em benefício de grupos empresariais e políticos específicos. 

Com informação do Metrópoles, Brasil de Fato, Agenda Senado e outras fontes.

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