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Confiança dos americanos em pastores atinge nível mais baixo

Índice de honestidade atribuído ao clero desabou de 67% para 27% em quatro décadas; queda é a mais acentuada entre todas as profissões


A confiança dos americanos na honestidade e na ética dos pastores atingiu o nível mais baixo da história. Apenas 27% dos adultos classificam a integridade do clero como alta ou muito alta.

O dado consta na Pesquisa de Honestidade e Ética da Gallup de 2025. O índice atual representa uma queda de três pontos percentuais em relação ao recorde negativo registrado no ano anterior.


A erosão do prestígio religioso é severa. Em 1985, 67% da população tinha o clero em alta consideração. O tombo de 40 pontos percentuais reflete o ceticismo com a religião organizada.

A trajetória de queda livre começou em 2002. Na época, vieram à tona escândalos de abuso sexual e acobertamentos na Igreja Católica. Depois, casos em outras denominações foram expostos.

A última vez que a maioria dos americanos (mais de 50%) acreditou na ética elevada dos pastores foi em 2012. Desde então, a avaliação negativa ou mediana predomina no país.
 
"27% dos adultos nos EUA afirmam que os membros do clero têm níveis altos ou muito altos de honestidade e ética", diz o relatório da Gallup sobre a mudança de comportamento social.

A desconfiança varia conforme o perfil. Entre pessoas com 34 anos ou menos, só 17% confiam nos pastores. Já entre aqueles com 55 anos ou mais, o índice sobe para 38%.

Há um recorte racial nítido no levantamento. Euro-americanos, brancos, confiam mais (33%) nos profissionais religiosos do que pessoas categorizadas como negros ou de cor (18%).

Na política, 36% dos republicanos avaliam a ética do clero como alta. Entre os democratas, o número cai para 21%. A diferença partidária de 15 pontos reforça a polarização religiosa.

O clero agora divide espaço com ocupações de prestígio mediano. Estão no mesmo patamar de policiais e agentes funerários, mas longe de enfermeiros (75%) e médicos (57%).

A queda de 29 pontos percentuais desde o início dos anos 2000 é a maior entre 11 profissões monitoradas. Metade dos americanos classifica a honestidade pastoral hoje apenas como mediana.

Cerca de 18% dos entrevistados classificam a integridade dos clérigos como baixa ou muito baixa. Outros 7% preferiram não opinar sobre o comportamento ético dos líderes espirituais.

Com informação de Gallup e Lifeway Research.





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