As dinâmicas exigidas pela gestora incluía a frase ‘diga amém se você quer ir para o céu também’, segundo relatos gravados em vídeo.
A Secretária da Mulher do Rio Grande do Sul, Fábia Richter, tornou-se alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A gestora é suspeita de converter a repartição pública em local de culto religioso.
Servidoras denunciam que a titular da pasta impõe práticas religiosas durante o expediente. A conduta fere a laicidade do Estado e configura desvio de finalidade na administração pública estadual.
Segundo as denúncias, a secretária exigia que a equipe desse as mãos para orar ao final das reuniões. A imposição ocorria sem o consentimento prévio dos trabalhadores e gerava desconforto na equipe técnica.
Em uma das dinâmicas, a gestora teria comandado a frase “diga amém se você quer ir para o céu também”. O episódio foi gravado em vídeo e entregue como prova material aos procuradores do trabalho.
A Constituição Federal, em seu artigo 19, veda à União, aos Estados e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou manter com eles relações de dependência. A prática viola a impessoalidade do serviço público.
A secretaria foi recriada pelo governador Eduardo Leite (PSD) em junho de 2025. A medida ocorreu após uma onda de dez feminicídios no feriado de Páscoa, exigindo resposta técnica e não religiosa.
Além do proselitismo, há relatos de uso de pseudociência na gestão. A secretaria teria tentado aplicar a “Constelação Familiar” em protocolos, prática sem aval do Conselho de Psicologia para vítimas de violência.
Fábia Richter alega que os momentos de fé eram opcionais e voluntários. Ela afirma ser enfermeira e cristã, justificando as orações impostas à equipe como parte de sua “prática pessoal de vida”.
A gestora disse visitar igrejas para usar a “capilaridade da religião” nas políticas públicas. Ela nega ter obrigado os servidores, mas admite ter convidado a equipe para os momentos de oração no gabinete.
O MPT informou que as investigações estão em andamento. O órgão avalia as provas sobre a violação da liberdade de crença dos subordinados e a imposição de dogmas em uma pasta destinada à proteção social.
Com informação de Sul21
Servidoras denunciam que a titular da pasta impõe práticas religiosas durante o expediente. A conduta fere a laicidade do Estado e configura desvio de finalidade na administração pública estadual.
Segundo as denúncias, a secretária exigia que a equipe desse as mãos para orar ao final das reuniões. A imposição ocorria sem o consentimento prévio dos trabalhadores e gerava desconforto na equipe técnica.
Em uma das dinâmicas, a gestora teria comandado a frase “diga amém se você quer ir para o céu também”. O episódio foi gravado em vídeo e entregue como prova material aos procuradores do trabalho.
A Constituição Federal, em seu artigo 19, veda à União, aos Estados e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou manter com eles relações de dependência. A prática viola a impessoalidade do serviço público.
A secretaria foi recriada pelo governador Eduardo Leite (PSD) em junho de 2025. A medida ocorreu após uma onda de dez feminicídios no feriado de Páscoa, exigindo resposta técnica e não religiosa.
Além do proselitismo, há relatos de uso de pseudociência na gestão. A secretaria teria tentado aplicar a “Constelação Familiar” em protocolos, prática sem aval do Conselho de Psicologia para vítimas de violência.
Fábia Richter alega que os momentos de fé eram opcionais e voluntários. Ela afirma ser enfermeira e cristã, justificando as orações impostas à equipe como parte de sua “prática pessoal de vida”.
A gestora disse visitar igrejas para usar a “capilaridade da religião” nas políticas públicas. Ela nega ter obrigado os servidores, mas admite ter convidado a equipe para os momentos de oração no gabinete.
O MPT informou que as investigações estão em andamento. O órgão avalia as provas sobre a violação da liberdade de crença dos subordinados e a imposição de dogmas em uma pasta destinada à proteção social.
Com informação de Sul21

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