A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis, sancionou uma lei inconstitucional que cria o Programa Municipal de Combate à Cristofobia. A medida ignora a laicidade do Estado brasileiro.
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Débora Régis não apresentou dados ou registros de ataques contra cristãos na cidade baiana. A decisão parece fabricar um problema para favorecer um grupo religioso |
Enquanto protege a fé majoritária, a prefeita esquece as religiões de matriz africana. Estes grupos sofrem ataques reais e constantes em todo o país, mas ficaram fora do programa.
A Bahia possui raízes profundas no candomblé e na umbanda. Essas crenças necessitam de proteção estatal contra o preconceito, mas a prefeitura preferiu focar apenas no público cristão.
A prefeita circula bem entre católicos e evangélicos por estratégia política. Porém, as ações recentes mostram um privilégio acentuado para as igrejas protestantes.
Em novembro de 2025, ela promoveu o festival gospel Celebra Lauro. O evento contou com o apoio de pastores e reuniu artistas famosos que cobram valores altos por suas apresentações.
Nomes como Cassiane e Gabriela Rocha subiram ao palco. A prefeitura não divulgou os gastos exatos, mas o custo estimado da infraestrutura e dos cachês alcança a casa dos milhões.
A nova lei prevê multas e suspensão de licenças para quem for acusado de cristofobia. Tais punições administrativas em temas religiosos costumam ser usadas para perseguir críticos.
O caso lembra outras tentativas de legisladores brasileiros que tentam criar privilégios para a fé cristã sob o pretexto de perseguição religiosa inexistente no país.
Aguarda-se a manifestação do Ministério Público da Bahia.
Com informação de Mundo Bahia e outras fontes
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