Longa tem nota 7.2 no IMDb e aprovação de 64% do público no Rotten Tomatoes. Obra expõe o fanatismo religioso que calou a maior mente feminina da Antiguidade
A história de Hipátia é o tema central de “Alexandria”. A produção espanhola de 2009 foi dirigida por Alejandro Amenábar. O mesmo cineasta fez “Os Outros”.
Rachel Weisz vive a protagonista. O longa foge dos clichês de batalhas físicas de Hollywood. O foco está no embate de ideias e na fé cega.
O enredo se passa no fim do século 4. A obra mostra o colapso da cultura clássica e a subida do fundamentalismo religioso no Egito.
Hipátia foi a primeira mulher matemática reconhecida. Ela viveu em Alexandria entre os séculos 4 e 5, onde dirigiu a escola platônica.
Filha de Theon, último diretor da Biblioteca de Alexandria, ela superou o pai. Seu intelecto brilhou na astronomia e na filosofia.
Ela mapeou corpos celestes e aprimorou o astrolábio. Ensinava filosofia para alunos de todas as crenças e defendia o racionalismo.
A trama mostra sua luta para salvar o conhecimento. A cidade era consumida por tumultos instigados por fanáticos cristãos.
O filme retrata o cristianismo da época como força política opressora. O objetivo era erradicar o paganismo e a ciência secular.
Orestes era o prefeito e ex-aluno de Hipátia. Ele tentou proteger a ordem. Mas o bispo Cirilo incitou a violência contra a filósofa.
A Igreja Católica nunca pediu perdão pelo ocorrido. João Paulo II se desculpou com Galileu em 1992. Hipátia segue ignorada pelo clero.
O principal incitador do ódio foi canonizado. São Cirilo de Alexandria é considerado “Doutor da Igreja” pelo Papa Leão XIII.
O Papa Bento XVI elogiou Cirilo em 2007. Ele o chamou de guardião da fé. O pontífice ignorou que sob seu comando Hipátia foi massacrada.
A morte da matemática foi brutal. Uma multidão de cristãos radicais a arrancou da carruagem e a arrastou para uma igreja.
Eles a despiram e rasgaram sua pele. Usaram cacos de cerâmica ou conchas de ostras. Depois, a turba queimou seus restos mortais.
O crime ocorreu em março de 415. Foi uma tentativa de eliminar o paganismo da cidade e silenciar uma mulher influente.
Paulopes já abordou casos semelhantes de perseguição religiosa à ciência aqui no portal, como o processo contra Galileu Galilei.
O filme está disponível para aluguel. Pode ser encontrado na Apple TV+ e na loja do Amazon Prime Video.
A crítica se dividiu sobre o roteiro. Mas o público interessado em história da ciência costuma avaliar bem a precisão da obra.
Hipátia não deixou obras integrais. Seus comentários preservaram a geometria grega. Sem ela, parte desse saber teria se perdido.
A mensagem final da história é clara. A ciência só é tolerada se se curvar ao dogma. A filosofia livre que desafia a fé é eliminada.
Rachel Weisz vive a protagonista. O longa foge dos clichês de batalhas físicas de Hollywood. O foco está no embate de ideias e na fé cega.
O enredo se passa no fim do século 4. A obra mostra o colapso da cultura clássica e a subida do fundamentalismo religioso no Egito.
Hipátia foi a primeira mulher matemática reconhecida. Ela viveu em Alexandria entre os séculos 4 e 5, onde dirigiu a escola platônica.
Filha de Theon, último diretor da Biblioteca de Alexandria, ela superou o pai. Seu intelecto brilhou na astronomia e na filosofia.
Ela mapeou corpos celestes e aprimorou o astrolábio. Ensinava filosofia para alunos de todas as crenças e defendia o racionalismo.
A trama mostra sua luta para salvar o conhecimento. A cidade era consumida por tumultos instigados por fanáticos cristãos.
O filme retrata o cristianismo da época como força política opressora. O objetivo era erradicar o paganismo e a ciência secular.
Orestes era o prefeito e ex-aluno de Hipátia. Ele tentou proteger a ordem. Mas o bispo Cirilo incitou a violência contra a filósofa.
A Igreja Católica nunca pediu perdão pelo ocorrido. João Paulo II se desculpou com Galileu em 1992. Hipátia segue ignorada pelo clero.
O principal incitador do ódio foi canonizado. São Cirilo de Alexandria é considerado “Doutor da Igreja” pelo Papa Leão XIII.
O Papa Bento XVI elogiou Cirilo em 2007. Ele o chamou de guardião da fé. O pontífice ignorou que sob seu comando Hipátia foi massacrada.
A morte da matemática foi brutal. Uma multidão de cristãos radicais a arrancou da carruagem e a arrastou para uma igreja.
Eles a despiram e rasgaram sua pele. Usaram cacos de cerâmica ou conchas de ostras. Depois, a turba queimou seus restos mortais.
O crime ocorreu em março de 415. Foi uma tentativa de eliminar o paganismo da cidade e silenciar uma mulher influente.
Paulopes já abordou casos semelhantes de perseguição religiosa à ciência aqui no portal, como o processo contra Galileu Galilei.
O filme está disponível para aluguel. Pode ser encontrado na Apple TV+ e na loja do Amazon Prime Video.
A crítica se dividiu sobre o roteiro. Mas o público interessado em história da ciência costuma avaliar bem a precisão da obra.
Hipátia não deixou obras integrais. Seus comentários preservaram a geometria grega. Sem ela, parte desse saber teria se perdido.
A mensagem final da história é clara. A ciência só é tolerada se se curvar ao dogma. A filosofia livre que desafia a fé é eliminada.
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