Filme prevê futuro do Brasil dominado pelo conservadorismo, fé e burocracia. Esse futuro já não chegou?
O drama dirigido por Gabriel Mascaro e estrelado por Dira Paes e Julio Machado tem 85% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 6,1 no IMDb. Filme está na Globoplay.
O filme mostra Brasil no futuro sob o domínio do conservadorismo e intolerância religiosa.
A obra “Divino Amor” traz uma ficção que soa como documentário. O ano é 2027. O Brasil deixou de ser católico. A maioria da população agora é evangélica.
O diretor Gabriel Mascaro se baseia na previsão. Dados indicam que a transição religiosa no país ocorre em velocidade recorde. A arquitetura do Estado serve a uma única visão de mundo.
Não existe espaço para o pluralismo quando a maioria decide que sua fé virou lei. Joana é a protagonista vivida por Dira Paes. Ela trabalha em um cartório e usa a posição para impor sua moral.
A funcionária dificulta divórcios em nome da fé. O Estado deveria ser laico e neutro. Mas no filme, a religião dita as regras burocráticas.
O filme mostra Brasil no futuro sob o domínio do conservadorismo e intolerância religiosa.
A obra “Divino Amor” traz uma ficção que soa como documentário. O ano é 2027. O Brasil deixou de ser católico. A maioria da população agora é evangélica.
O diretor Gabriel Mascaro se baseia na previsão. Dados indicam que a transição religiosa no país ocorre em velocidade recorde. A arquitetura do Estado serve a uma única visão de mundo.
Não existe espaço para o pluralismo quando a maioria decide que sua fé virou lei. Joana é a protagonista vivida por Dira Paes. Ela trabalha em um cartório e usa a posição para impor sua moral.
A funcionária dificulta divórcios em nome da fé. O Estado deveria ser laico e neutro. Mas no filme, a religião dita as regras burocráticas.
Joana faz parte de um grupo chamado “Divino Amor”. O objetivo é salvar casais a qualquer custo. Ela crê ter uma missão divina, mesmo que isso signifique prevaricar no serviço público.
O marido de Joana é Danilo, interpretado por Julio Machado. Eles frequentam rituais que misturam culto e erotismo. O slogan do grupo é curioso: “quem ama não trai, quem ama divide”.
A obra mostra um futuro onde o Carnaval perdeu espaço. Agora existe a “Festa do Amor Supremo”. O cenário é dominado por luzes neon e cores lisas. Tudo é controlado.
A tecnologia avança com o controle. Pessoas são identificadas em telas ao entrar em locais. A privacidade acabou. O cidadão é apenas um produto catalogado.
Mas a distopia do filme é até educada perto da realidade. Nas ruas do Rio de Janeiro, o fundamentalismo avança com violência. Terreiros são destruídos por traficantes que se dizem de Jesus.
A ficção mostra um “amor” burocrático. A vida real mostra o racismo religioso que apaga a cultura africana. O projeto de domínio é físico e simbólico.
Outro sinal de que vivemos no filme é o uso de dinheiro público. O Réveillon do Rio teve palco gospel oficial. A festa turística virou culto a céu aberto.
O Estado deixa de ser árbitro para promover a fé que está se infiltrando na política e na máquina administrativa do Governo. A linha entre prefeitura e púlpito está sumindo em determinadas localidades. Não precisamos esperar 2027 para ver a laicidade expulsa da festa.
O pastor Alexandre Gonçalves analisou o filme no The Intercept. Ele aponta a hipocrisia dos personagens. Joana comete crimes para “salvar a família”.
O grupo religioso do filme pratica troca de casais. Eles acreditam que isso purifica a união. A traição só acontece se houver sentimento, não pelo ato sexual em si.
Danilo se separa de Joana porque ela engravidou de outro. A ironia é clara. Participar de orgia gospel é aceitável, mas gerar um filho fora do plano é imperdoável.
Gonçalves relata ter visto coisas piores em 25 anos de pastorado. Ele cita casos de abuso abafados para não “destruir a família” ou manchar a imagem da igreja.
Mulheres são forçadas a abortar para manter a aparência de pureza. Líderes religiosos impõem regras que eles mesmos não seguem.
O ápice do absurdo é o drive-thru de oração. Um pastor atende carros e diz frases perigosas. Ele afirma que “nenhum ato a serviço do Senhor pode ser chamado de pecado”.
Essa lógica justifica tudo. Mentir, roubar e até matar viram atos sagrados se forem pela causa. A teologia apresentada serve para validar qualquer atrocidade em nome de Deus.
O marido de Joana é Danilo, interpretado por Julio Machado. Eles frequentam rituais que misturam culto e erotismo. O slogan do grupo é curioso: “quem ama não trai, quem ama divide”.
A obra mostra um futuro onde o Carnaval perdeu espaço. Agora existe a “Festa do Amor Supremo”. O cenário é dominado por luzes neon e cores lisas. Tudo é controlado.
A tecnologia avança com o controle. Pessoas são identificadas em telas ao entrar em locais. A privacidade acabou. O cidadão é apenas um produto catalogado.
Mas a distopia do filme é até educada perto da realidade. Nas ruas do Rio de Janeiro, o fundamentalismo avança com violência. Terreiros são destruídos por traficantes que se dizem de Jesus.
A ficção mostra um “amor” burocrático. A vida real mostra o racismo religioso que apaga a cultura africana. O projeto de domínio é físico e simbólico.
Outro sinal de que vivemos no filme é o uso de dinheiro público. O Réveillon do Rio teve palco gospel oficial. A festa turística virou culto a céu aberto.
O Estado deixa de ser árbitro para promover a fé que está se infiltrando na política e na máquina administrativa do Governo. A linha entre prefeitura e púlpito está sumindo em determinadas localidades. Não precisamos esperar 2027 para ver a laicidade expulsa da festa.
O pastor Alexandre Gonçalves analisou o filme no The Intercept. Ele aponta a hipocrisia dos personagens. Joana comete crimes para “salvar a família”.
O grupo religioso do filme pratica troca de casais. Eles acreditam que isso purifica a união. A traição só acontece se houver sentimento, não pelo ato sexual em si.
Danilo se separa de Joana porque ela engravidou de outro. A ironia é clara. Participar de orgia gospel é aceitável, mas gerar um filho fora do plano é imperdoável.
Gonçalves relata ter visto coisas piores em 25 anos de pastorado. Ele cita casos de abuso abafados para não “destruir a família” ou manchar a imagem da igreja.
Mulheres são forçadas a abortar para manter a aparência de pureza. Líderes religiosos impõem regras que eles mesmos não seguem.
O ápice do absurdo é o drive-thru de oração. Um pastor atende carros e diz frases perigosas. Ele afirma que “nenhum ato a serviço do Senhor pode ser chamado de pecado”.
Essa lógica justifica tudo. Mentir, roubar e até matar viram atos sagrados se forem pela causa. A teologia apresentada serve para validar qualquer atrocidade em nome de Deus.
> Com informação de The Intercept Brasil.
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