Autor francês desconstrói a noção de um Deus pessoal e absoluto do monoteísmo ocidental
O biólogo e filósofo Henri Atlan lançou a obra Pour un Atéisme éclairé (“Para um ateísmo esclarecido”), sem tradução para o português. O livro propõe que o ateísmo esclarecido ocupe o lugar do ateísmo militante.
Ele revisita como a ideia de Deus foi construída e desfeita no Ocidente. O autor conecta ciência e tradição judaica em uma análise ética.
A obra parte da famosa resposta de matemático e astrônomo francês Pierre-Simon a Napoleão sobre a existência divina. O cientista francês disse na época que “não precisava dessa hipótese”.
A ciência moderna eliminou Deus como explicação para o mundo natural. Isso gerou um ateísmo ocidental específico a partir do século 19.
Esse tipo de descrença está ligado à forma como religiões abraâmicas agem. Elas costumam definir a fé pela aceitação de dogmas rígidos.
Atlan argumenta que esse ateísmo possui limites culturais. Ele não reflete a experiência de sociedades onde rituais valem mais que a fé formal.
O judaísmo tradicional serve de exemplo no livro. A religião não exige uma “crença dogmática” para aceitar seus membros na comunidade.
O foco recai sobre práticas, leis e rituais diários. Atlan desconstrói a noção de um Deus pessoal e absoluto do monoteísmo ocidental.
O livro traça a evolução da ciência desde o Iluminismo. Ele aborda até desenvolvimentos atuais como a inteligência artificial.
Crença religiosa e pensamento científico estão ligados na história. A ausência de Deus na ciência exigiu a criação de novos modelos éticos.
O ensaio convida a pensar sobre o significado de religião e ateísmo. O autor propõe um “ateísmo esclarecido” que reconhece contextos históricos.
A proposta é aceitar a autonomia da ciência sem negar a história. O objetivo é evitar tanto o dogmatismo religioso quanto o ateu.
Henri Atlan é médico e ex-chefe no Hospital Hôtel-Dieu em Paris. Ele também atua como professor emérito de biofísica e diretor de estudos.
Napoleão, que gostava de fazer perguntas difíceis aos cientistas, comentou que Isaac Newton, em sua obra, falava frequentemente de Deus (o "Grande Arquiteto"). Napoleão então questionou Laplace sobre por que, em um livro tão vasto sobre o universo, o nome de Deus não aparecia nem uma única vez.
Foi nesse momento que Laplace respondeu friamente que não teve necessidade "dessa hipótese" (a existência de Deus) para explicar como o sistema solar funcionava.
A resposta de Laplace não foi necessariamente uma declaração de ateísmo militante, mas sim uma afirmação de autossuficiência científica
O biólogo e filósofo Henri Atlan lançou a obra Pour un Atéisme éclairé (“Para um ateísmo esclarecido”), sem tradução para o português. O livro propõe que o ateísmo esclarecido ocupe o lugar do ateísmo militante.
Ele revisita como a ideia de Deus foi construída e desfeita no Ocidente. O autor conecta ciência e tradição judaica em uma análise ética.
A obra parte da famosa resposta de matemático e astrônomo francês Pierre-Simon a Napoleão sobre a existência divina. O cientista francês disse na época que “não precisava dessa hipótese”.
A ciência moderna eliminou Deus como explicação para o mundo natural. Isso gerou um ateísmo ocidental específico a partir do século 19.
Esse tipo de descrença está ligado à forma como religiões abraâmicas agem. Elas costumam definir a fé pela aceitação de dogmas rígidos.
Capa do livro
Atlan argumenta que esse ateísmo possui limites culturais. Ele não reflete a experiência de sociedades onde rituais valem mais que a fé formal.
O judaísmo tradicional serve de exemplo no livro. A religião não exige uma “crença dogmática” para aceitar seus membros na comunidade.
O foco recai sobre práticas, leis e rituais diários. Atlan desconstrói a noção de um Deus pessoal e absoluto do monoteísmo ocidental.
O livro traça a evolução da ciência desde o Iluminismo. Ele aborda até desenvolvimentos atuais como a inteligência artificial.
Crença religiosa e pensamento científico estão ligados na história. A ausência de Deus na ciência exigiu a criação de novos modelos éticos.
O ensaio convida a pensar sobre o significado de religião e ateísmo. O autor propõe um “ateísmo esclarecido” que reconhece contextos históricos.
A proposta é aceitar a autonomia da ciência sem negar a história. O objetivo é evitar tanto o dogmatismo religioso quanto o ateu.
Henri Atlan é médico e ex-chefe no Hospital Hôtel-Dieu em Paris. Ele também atua como professor emérito de biofísica e diretor de estudos.
Como foi o encontro do matemático com Napoleão
O encontro teria ocorrido por volta de 1802, quando Laplace apresentou a Napoleão uma cópia de sua obra monumental, "Mecânica Celeste" (Traité de mécanique céleste). O livro descrevia o sistema solar e o movimento dos planetas com uma precisão matemática sem precedentes.Napoleão, que gostava de fazer perguntas difíceis aos cientistas, comentou que Isaac Newton, em sua obra, falava frequentemente de Deus (o "Grande Arquiteto"). Napoleão então questionou Laplace sobre por que, em um livro tão vasto sobre o universo, o nome de Deus não aparecia nem uma única vez.
Foi nesse momento que Laplace respondeu friamente que não teve necessidade "dessa hipótese" (a existência de Deus) para explicar como o sistema solar funcionava.
A resposta de Laplace não foi necessariamente uma declaração de ateísmo militante, mas sim uma afirmação de autossuficiência científica

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