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Secularização no mundo tende a se acelerar no biênio 2025-2026

Países ricos têm 14% de ateus convictos contra apenas 3% nas nações pobres


A proporção de ateus convictos subiu de 6% para 10% da população mundial entre 2005 e 2024. O dado aponta uma mudança estrutural nas crenças. 

A identificação religiosa caiu de 68% para 56% no mesmo período. Já o grupo que se declara sem religião passou de 21% para 28%. A transição secular deve atingir novos patamares entre 2025 e 2026. 

O processo inclui o colapso de igrejas na Europa Central. Existem também batalhas sobre o ensino escolar na América do Norte. A laicidade gera tensões específicas no mundo lusófono. A descrença reflete variáveis econômicas e industriais. 

O ateísmo vinga mais em ambientes de alta renda e educação acessível. A segurança social reduz a dependência das instituições religiosas. 


 Nos contextos de rendimento elevado os sem religião somam 42%. Já nos países de baixa renda a fé ainda mantém hegemonia de 78%. 

A Europa Ocidental é a região mais secular do planeta. Apenas 37% da população se identifica como religiosa. Cerca de 44% dos europeus ocidentais se dizem não religiosos. Outros 14% identificam-se abertamente como ateus. 

O Nordeste da Ásia apresenta um perfil radical de desfiliação. A China lidera com 58% de ateus e o Japão registra 31%. 

A teoria da transição secular explica esses números. O conceito proposto por David Voas compara o processo à substituição de gerações. A religião não acaba de forma abrupta. Primeiro ocorre uma redução na frequência aos cultos e práticas comunitárias. Depois cai a importância da fé na vida cotidiana. 

Assim, desaparece o sentimento de pertença a uma religião formal. Dados de 111 países confirmam que esse ciclo está ativo. Jovens na África já frequentam menos os serviços religiosos do que seus pais. A sociedade nos Estados Unidos está na fase intermediária. 

Os mais novos dão menos importância pessoal à fé. A transição atingiu a maturidade na Escandinávia. A diferença entre gerações lá é o abandono total da filiação. Jovens dinamarqueses têm baixa probabilidade de pertencer a qualquer denominação. 

A Alemanha mostra a erosão das instituições. A saída formal de igrejas alemãs segue em níveis altos. O índice de 2024 foi a terceira maior marca desde o fim da Segunda Guerra.
 
> Com informação de Pew Research Center e David Voas.

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