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Vídeo: Escola Cívico-Militar Carioca submete estudantes à pregação bolsonarista

Vídeos que circulam na internet mostram estudantes da Escola Cívico-Militar Carioca General Abreu, bairro do Rocha, sendo submetidos à pregação bolsonarista.

Em um deles, um orador repete o bordão de campanha eleitoral de Jair Bolsonaro: “Brasil acima de Tudo, Deus acima de todos”.

“Nós somos nós e o resto é o resto!”, acrescenta ao orador, referindo-se, supostamente, aos demais estabelecimentos do sistema de ensino.

Os estudantes da escola aparecem perfilados, sem o distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias para evitar a transmissão do novo coronavírus.

O Sepe-Rj (Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio) denunciou a transgressão, enviando vídeos para a Secretaria Municipal de Educação, Comissão de Educação da Câmara de Vereadores e Ministério Público Estadual.

Na terça-feira (25), a secretaria exonerou os diretores da escola “por desrespeito ao protocolo sanitário e por conduta incompatível com o ambiente escolar”.

A escola foi inaugurada em agosto de 2020 pelo presidente Bolsonaro, com capacidade para 500 alunos do ensino fundamental.


> Com informação do G1 e de outras fontes.


Comentários

  1. Escola Cívico-Militar: escola de adestramento.
    Escola deve ser um ambiente para ensinar a pensar, não em ser adestrado, obediência cega à autoridade, valores religiosos e outras ruindades.

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  2. É por isso que eles demonizam tanto o Paulo Freire, porque sua proposta de educação é libertadora. Diferente desses lambe coturnos, a educação de Freira é antiautoritária, uma educação que, tendo o homem como fim e não como meio, quebra a falsa hierarquia entre aluno e professor, porque os vê como iguais, ou seja, como seres em formação. Aquele que ensina também aprende, aquele que aprende também ensina. O que os conservadores, reacionários, neoliberais e toda a corja fascista de direita odeiam em Paulo Freire é que ele encontrou na educação a melhor maneira de desalienar os homens. Ele dá força para o trabalhador. Ao ensinar o trabalhador a juntar sílabas como ta, te, ti to, tu, ja, je, ji, jo ,ju, la, le, li, lo, lu, ele possibilita a formação da palavra "tijolo". Ensina que cada tijolinho monta uma palavra, e o ensinava aos próprios que constroem, que têm o tijolo como material de trabalho e são responsáveis pela construção da sociedade. Freire apontou, inclusive, que um dos trabalhadores juntou as silabas e escreveu: "tu ja le" (tu já lê). É isso o que essa gente não quer, trabalhadores que leem, compreendem o mundo e percebem em si o poder para o transformar.

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