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Ministro defende pastora que associa gays à Aids e morte como castigo de Deus

O ministro da Justiça e pastor presbiterianoAndré Mendonça defendeu a cantora gospel e pastora Ana Paula Valadão, que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal por associar a homossexualidade à Aids e a morte por essa síndrome como castigo de Deus.

Valadão disse a fiéis em 2016 que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo “não é normal”. [vídeo abaixo]

“A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte.”

Em recente post no Twitter, Mendonça disse que a sua colega pastora sofre perseguição religiosa, porque a liberdade de expressão lhe garante criticar o “homossexualismo” (sic).

O ministro, no Twitter, só se referiu ao relacionamento homoafetivo como “homossexualismo”, o que denota doença.

O sufixo “ismo” serve, por exemplo, para quem depende de álcool, “alcoolismo”.

A palavra correta é "homossexualidade", porque não se trata de doença, a não ser para fundamentalistas religiosos, como Mendonça e Valadão.

Os pastores têm liberdade para criticar a homossexualidade, inclusive com base na Bíblia, mas associá-la à Aids é preconceito.

A pregação da Valadão faz lembrar os sombrios anos 80, quando se atribuía a Aids à “peste gay”.

O pastor Milton Ribeiro, ministro da Educação, também só usa o termo “homossexualismo”.

A pedido do ministro Dias Toffoli, do STF, Ribeiro terá de explicar à Polícia Federal por que acha que os homossexuais são resultados de “famílias desajustadas”.

Ribeiro poderá ser acusado de crime de homofobia.



Com informação do Twitter e de outras fontes.

Valadão é suspeita de ter usado dinheiro público para gravar DVD



Fortalecida pelo bolsonarismo, juristas evangélicos ameaçam o Estado laico

Comentários

  1. Desde quando racismo é liberdade de expressão? esse Ministro deveria mudar o nome dele para Ministro da Injustiça, e se chamassem os evangélicos de praga, será que ele diria que é liberdade de expressão? eu duvido, iria alegar perseguição religiosa, liberdade religiosa pelo direito de discriminar, só o que faltava.

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