Bezerra: 'Olhando nos meus olhos, o padre Pedro Ricardo segurou o meu p...'

Stela Bezerra, funcionária pública e transsexual, acusa o padre Pedro Leandro Ricardo, da Diocese de Limeira (SP), de abusá-la entre 2005 e 2006, quando ela ainda se chamava Leandro.

Segue seu relato:

"A minha família sempre frequentou a igreja São Francisco de Assis, onde o padre Leandro assumiu como pároco em 2002. Eu era muito envolvida nas atividades da igreja. Além de ser coroinha eu ainda cantava no coro da igreja. Na adolescência tive problemas de relacionamento com meu pai e buscava aconselhamento com o pároco.

Eu tinha um bom relacionamento com ele. Até que uma vez, quando estava com 14 anos, surgiu uma viagem pra Atibaia e o padre acabou pagando para mim. E depois disso começou a me agradar. E nesse mesmo dia me chamou na sala dele na igreja e fechou a porta.


"Em outra vez o padre
 me chamou para
 a sala dele"

 Ele disse que porque éramos xarás, já que ambos nos chamávamos Leandro, éramos 'imagem e semelhança de Deus'. E justificou que por isso tínhamos que ser afetuosos. Enquanto falava comigo, ele fazia carinho no meu rosto, alisava meu corpo. E não parou nisso Desceu as mãos e apalpou minhas coxas.

Foi a primeira vez que me tocou. Fiquei paralisada, ainda não sabia como lidar com a sexualidade. Após alguns dias desse primeiro toque, ele (padre Leandro) me chamou em sua sala de novo para falar a respeito de vocação.

Disse que eu não deveria seguir os passos do meu irmão, que era seminarista e que o padre considerava rebelde. Falou que se eu fosse obediente teria tudo dele. Ele então ficou na minha frente quando eu estava sentada numa cadeira. E olhando nos meus olhos segurou o meu pênis. Ele chegou ao ponto de salivar. Chegou a babar no canto da boca. Fiquei sem reação, em choque, até que alguém bateu a porta.

Em outra vez eu cheguei mais cedo na missa e ele me chamou na sala dele. Abaixou então as minhas calças. E eu reagi e o empurrei. Ele não gostou. Disse que poderia prejudicar meu irmão no seminário. Subi minha calça. E prometi que não faria, nem contaria nada".

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