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Norte da Bélgica proíbe sacrifício com dor de animal; muçulmanos e judeus reagem

Desde o dia 1.º de janeiro de 2019, encontra-se em vigor em Flandres, região autônoma no norte da Bélgica [mapa], lei que impede o sacrifício de animais com dor.

Pela nova lei, animal
 tem de estar inconsciente
 para ser morto

Líderes muçulmanos e judeus reagiram com a acusação de que se trata de uma perseguição à religião.

O método de abate do islã e judaísmo seguem orientações divinas, mas é tido com brutal porque impõe sofrimento aos bichos.

Pela nova lei, o matadouro tem de desmaiar o animal com pistola de pressão, descarga elétrica ou gás antes de sacrificá-lo, para que não sinta dor.

Os muçulmanos, olhando em direção a Meca, cortam o pescoço do animal com uma lâmina, na altura da jugular e carótida. O dessangramento tem de ser rápido.


O abate praticado por judeus é igualmente cruel porque o ritual exige que o bovino, por exemplo, esteja consciente, para que ele se mantenha “puro”. Uma lâmina sagrada profunda é enfiada na garganta dele.

Muçulmanos e judeus argumentam que os animais não sofrem porque eles são mortos rapidamente.

Veterinários e ativistas de proteção aos animais discordam.

Velônia, outro Estado autônomo da Bélgica, ao sul, também vai adotar o sacrifício sem dor.

Suécia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Eslovênia já proíbem o sacrifício religioso de animais.

Com informação das agências.



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