Associação de ateus questiona pesquisa que sugere que religiosos vivem mais


Pequisa da Universidade
de Ohio não leva em
conta os ateus
 'dentro do armário'

O presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), Daniel Sottomaior, questiona a pesquisa da Universidade de Ohio (EUA) segundo a qual pessoas religiosas vivem mais que ateus.

A pesquisa tem como base dois estudos feitos com obituários de Iowa, do período de janeiro a fevereiro de 2012, e os de outras 42 cidades americanas, de 2010 a agosto de 2011.

Pelo primeiro estudo, os religiosos vivem em média 4 anos a mais. Pelo segundo, 9,45 anos.


“Quem garante que a pessoa que fez o obituário sabia a religião do morto?”, indaga Sottomaior.

Uma das explicações de os religiosos viverem mais seria o resultado de hábitos saudáveis, como a abstenção de álcool, tabaco e droga, na avaliação dos pesquisadores.

Sottomaior observa que a pesquisa não leva em conta que parte dos ateus se encontra “dentro do armário” e que, por isso, a credibilidade dos obituários, no caso, é duvidosa.

“Há uma sub-representação de ateus [na pesquisa]”, diz.

Ele acrescenta que, mesmo que não houvesse essa distorção, o estudo é insuficiente para sugerir que ateus são menos longevos.

Com informação do jornal Extra e da revista Social Psychological and Personality Science.


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