Em estratégia de marketing, Universal recebe candomblecistas no Templo Salomão


Bispo Bravo recebe
 sacerdotes de religiões
 de matriz africana no
Templo de Salomão

[opinião]

Pela primeira vez, a Igreja Universal recebeu representantes do candomblé em seu principal templo, o Salomão, em São Paulo, no dia 28 de abril de 2018.

Ao recepcionar os visitantes, o bispo Eduardo Bravo falou que era uma demonstração de “tolerância religiosa”.

Trata-se de hipocrisia porque a Igreja Universal tem um longo histórico de perseguição às religiões de matriz africana.

Hoje, evangélicos invadem terreiros e perseguem candomblecistas e umbandistas em todo o Brasil, inclusive nas escolas, e isso se deve muito à pregação dos pastores da Universal.


Pelo que parece, ao se aproximar de líderes do candomblé, ao menos para efeito mediático, a Igreja do bispo Edir Macedo está tentando assumir o papel de tolerante, para ficar de bem com a sociedade.

Recentemente, a sociedade assumiu a bandeira da “tolerância religiosa”, e em todo o país tem havido eventos pela convivência pacífica entre as religiões.

Esses eventos também são, em parte, hipócritas, porque, na verdade o que há é uma campanha nacional contra a perseguição de evangélicos aos adeptos das crenças afro-brasileiras.

E a Universal está tentando deixar de ser alvo dessa campanha, em uma jogada de marketing.

Edir Macedo é esperto.

O bispo, que nunca deixará de ser intolerante, acredita-se, percebeu que a intolerância, já no curto prazo, não é um bom produto no mercado das crenças. 

Com informações e fotos da Universal e do portal R7.


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