Pastor anti-gay é favorito na corrida presidencial da Costa Rica


Fabricio Munoz
surfa na onda
conservadora 

do La Croix International

O direito dos homossexuais ao casamento tornou-se destaque da campanha eleitoral na Costa Rica [mapa], com um pastor anti-gay tornando-se o favorito do segundo turno das eleições em abril de 2018.

O evangélico Fabricio Alvarado Munoz (foto) fez oposição ao casamento homossexual como ponto-chave de sua campanha, e pesquisas sugerem que isso o impulsionou, segundo a imprensa.


Alvarado Munoz tinha 32,9% dos votos, enquanto seu rival, o centrista Carlos Alvarado Quesada, teria que se contentar com 28,4%, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa CID-Gallup para a Repretel TV News, divulgada em 16 de março.

No entanto, com 38,7% de indecisos ou pessoas que não pretendem votar, ainda pode haver uma virada.

Se for eleito, Alvarado Munoz prometeu retirar a Costa Rica de um tratado pan-americano de direitos humanos que poderia forçar o país a reconhecer casais homossexuais.

"Propomos a soberania da família como a base fundamental da sociedade", disse ele, segundo o Pink News.

A oposição aos direitos LGBT corre solta no país, e a Corte Interamericana de Direitos Humanos já afirmou que estava violando as proteções de direitos humanos, não permitindo o casamento entre homens e mulheres gays.

Alvarado Munoz era jornalista da televisão antes de se dedicar à fé e tornar-se pastor e "cantor cristão" em 2009. Ele só descobriu a política em 2014, quando se tornou parlamentar.

Com tradução de Luisa Rabolini para IHU Online.


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