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Ateísmo destrói a identidade da família, afirma bispo


Bispos preocupados com ateus

O tema do Curso Anual dos Bispos do Brasil de 2018 é “ateísmo”. 

Ele se realiza desde segunda-feira (22) e termina dia 26 de janeiro de 2017, no Rio de Janeiro.


Para bispos, o ateísmo representa um desafio para a evangelização.

Dom Antônio Augusto Dias, da Pastoral Familiar, por exemplo, disse que o ateísmo atinge em primeiro lugar a família, “que é um dos principais pilares da sociedade”.

O ateísmo, disse ele, faz com que a família “perca sua identidade”, deixando de formar cidadãos.

E cidadania significa “quando eu não estou pensando em mim mesmo, mas no bem de todos”.

Em outras palavras: para bispos como Dias, ateus são pessoas perversas que não têm apreço pela família e querem corromper a sociedade porque são contra o bem estar comum.


É curioso: os pentecostais, com a teologia da prosperidade, estão “roubando” fiéis da Igreja Católica há anos, e os bispos se preocupam com os ateus, que são uma minoria entre as minorias.

Os bispos deveriam discutir algo útil, como a violência e a ladroagem que tomaram conta do Rio. Ali, há uma guerra de fato. Balas perdidas matam crianças a todo momento.

Vai ver que, para os bispos, os traficantes, assaltantes e os corruptos são todos ateus, gente sem Deus no coração.

Os bispos poderiam encerrar o encontro festivamente, cantando: "Inútil, A gente somos inútil, Inútil"





Ateísmo crescente preocupa países do Oriente Médio

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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
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