Evangélicos apoiam cartilha que chama gay de 'distorção'


Religiosos defendem a homofobia

Juristas evangélicos manifestaram apoio ao Supermercado Hirota, que foi advertido pelo Ministério Público e Defensoria Pública por distribuir uma cartilha religiosa afirmando, entre outras coisas, que a homossexualidade é uma “distorção da criação”.

A Anajure (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos), que chama a cartilha de “literatura”, disse que o MP e a DP não respeitaram a liberdade de expressão de Hirota.

Em nota, afirmou que ninguém foi obrigado a receber a cartilha, como se os clientes do supermercado tivessem de adivinhar o conteúdo homofóbico daquela “literatura”.


A cartilha transcreveu um texto do pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, que, no texto, condena o sexo antes do casamento e diz que “a relação conjugal entre homem e homem e mulher e mulher é antinatural, é um erro, uma paixão infamem uma distorção de criação”.

“O casamento homoafetivo está na contramão do propósito divino.”

Não passa pela cabeça do pastor nem pelo discernimento da administradora do Hirota que existem pessoas que não acreditam em "propósito divino".

Hirota é administrado como se fosse uma igreja.

Ali a fé está em primeiro lugar, e os funcionários têm de orar o pai-nosso antes do expediente, o que fere o direito de crença.


A rede de supermercado já pediu desculpas aos clientes que se sentiram ofendidos pela cartilha.

O MP recomendou ao  Hirota que “assegure a plena e efetiva igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho; que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, de gênero e orientação sexual em seu ambiente de trabalho e da mesma forma respeite identidade de gênero, orientação sexual e forma de agir de todas as pessoas."

Com informação da Anajure e de outras fontes.




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