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No filme 'Lucky', velho ateu questiona a vida e a morte


Stanton interpreta o protagonista

Lucky mora em uma cidade monótona no Texas, no meio do deserto. Tem 91 anos. Faz palavras cruzadas. Conversa no bar com amigos. Fuma muito, mas está bem de saúde. Quando tem uma queda na cozinha, ele começa a pensar sobre a morte e a vida.

O velho tem absoluta certeza de que não existe nada após a morte, ele é ateu convicto, o que torna suas reflexões sobre a vida mais valiosas.

“Lucky” é o filme protagonizado pelo lendário Harry Dean Stanton (foto), ator do “Paris, Texas”, entre outros. O diretor é John Carroll Lynch.


Entre o personagem e o ator há características em comum, além da velhice.

Lucky e Stanton participaram da Segunda Guerra, não casaram e estão próximos da morte.

Stanton morreu no dia 15 de setembro de 2017, antes do lançamento do filme.

O filme começa com a fuga de um animal longevo, um cágado, numa alusão de que a vida está prestes a escapar do personagem.

O final é previsível, a morte, mas o filme não é deprê porque o questionamento existencial do velho mostra que vale a pena viver sem concessões, mantendo a integridade do que se é.

Um crítico (cristão, certamente) escreveu que, em alguns momentos, o ateísmo de Lucky é desconcertante, como se a vida, em si, acrescento, fosse menos que isso.



Com informações das agências.





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