Pular para o conteúdo principal

Saiba quando os evangélicos se tornaram sociopatas


Cristianismo migrou
para o território do ódio


por Tim Rymel
para HuffPost

Desde que começou a se infiltrar na política norte-americana, no final da década de 1970, o cristianismo evangélico, de maneira perturbadora, tenta limitar ou remover direitos de quem não comunga com sua visão conservadora.

Ironicamente, esses religiosos têm tomado iniciativas discriminatórias em nome da “liberdade religiosa”.

O resultado é que, hoje, a cultura americana se empobreceu em consequência de um revisionismo da teologia cristã.

O influente pastor Tony Campolo [da esquerda evangélica] reconhece que o cristianismo foi redefinido em meados dos anos 70, com o surgimento de movimentos como o “pró-vida” e à rejeição militante ao casamento gay.


“Em determinado momento, o cristianismo evangélico cruzou a linha da fé e da crença, indo para o território da discriminação e do ódio”, disse Campolo.

“Aqueles que em ações de fé adotaram a crueldade não fazem ideia o quanto a sua religião se tornou destrutiva, qual é o impacto dela na vida das pessoas.”

Campolo indaga: “Os cristãos evangélicos se tornaram em sociopatas?”

Algumas características de sociopatas podem ser aplicadas aos evangélicos, como falta de remorso ou vergonha, desprezo pela veracidade, resistência à autocrítica, egocentrismo patológico, não aprendizagem com a experiência e respostas emocionais inadequadas.

Pastores e seus seguidores dão com frequência exemplos desse comportamento.

Franklin Graham é um caso.

Ele disse que a imigração não é “uma questão bíblica”.

A sua insensibilidade em relação aos imigrantes e àqueles que procuram asilo nos Estados Unidos vai contra tudo o que ele próprio prega com base na Bíblia.

O pastor Roger Jiménez é outro sociopata.

Sobre o atentado terrorista em Orlando, Flórida, em uma boate gay, ele disse: “A tragédia é que mais deles [homossexuais] não morreram. Estou aborrecido com o trabalho não terminado.”

O pastor não expressou compaixão sequer pelas famílias das vítimas.

Kim Higginbotham, professora e mulher de um pastor, escreveu em seu site que o relacionamento com Jesus deve ser mais envolvente do que o com a própria família.


Citou Mateus 10:37: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim”.

Ela disse que abandonou um de seus filhos porque ele virou as costas para Deus.

O filho tinha se assumido como homossexual.

Quando uma pessoa se apega a sua “verdade” ao mesmo tempo em que observa friamente o sofrimento de alguém, isso significa que ela ultrapassou a linha da sanidade mental.

Os evangélicos se revelam em suas pregações, onde demonstram que não cuidam de ninguém, além de si mesmos.

Sua devoção é a um cristianismo que rejeita implacavelmente imigrantes, mulheres, homossexuais, crianças — mesmo as suas próprias — e de qualquer outra pessoa que não se insira em suas mensagens.

Eles substituíram a justiça social por uma ideologia política conservadora.

Adotaram a indiferença e abdicaram da generosidade.

Este texto é uma síntese. Ele adaptado para o português por este site. A íntegra foi publicada originalmente no HuffPost com o título "Has Evangelical Christianity Become Sociopathic?" Casado e com dois filhos, Tim Rymel é autor de livros e palestrante sobre ex-gays.




Livro diz haver correlação entre violência e cristão conservador

Comentários

Posts mais acessados na semana

Dona Religião é casada com sr. Atraso e têm vários filhos

Bolsonaro fica irritado com aprovação da CoronaVac que vai salvar vidas

Aprovação da CoronaVac significa duro golpe no bolsonarismo

90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade

Bolsonaro compra a novela 'Os dez mandamentos' da Record para a TV Brasil