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Santander cancela exposição tida como blasfêmia por evangélico


Os responsáveis pelo Santander Cultural acabaram com uma exposição de arte porque ela foi acusada por um evangélico de ter blasfêmias.

Trata-se da “Queermuseu”, que foi aberta em Porto Alegre (RS) no dia 15 de agosto de 2017 e que deveria se encerrar em 8 de outubro.

Sob a curadoria de Gaudêncio Fidelis, a exposição tinha 270 obras de 85 artistas que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade.

Havia obras de artistas brasileiros consagrados, como Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Clóvis Graciano, Ligia Clark e Leonilson.


Felipe Diehl, o evangélico, postou o vídeo “Pedofilia, zoofilia e hóstia na vagina” (ver abaixo) dizendo que as obras estavam promovendo uma “putaria”.

Acusou a exposição de “escarnecer de Cristo”, de mostrar “dois homens na cama”, uma figura de Satanás com o título “Desconstrução da sociedade judaico-cristã”, entre outras obscenidades, segundo ele.

Citou várias vezes o “professor Olavo de Carvalho” em respaldo ao seu espanto.

Em nota, o Santander Cultural pediu desculpas e concordou com Diehl ao admitir que as obras “desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas”.

Internautas criticaram o banco por sucumbir a uma retórica conservadora e ao fanatismo religioso.

Quando a exposição foi a aberta, Ivan Mattos, comentarista do Jornal do Comércio, publicou um vídeo [o segundo abaixo] dizendo que a trangressora “Queermuseu” retratava o atual momento marcado por polêmicas sobre sexualidades e gêneros.

Momento no qual também se insere a censura à exposição.

"Putaria"


"Polêmica"


Com informação das agências.




BBC pede desculpas por sugerir que blasfêmia merece punição

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Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
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