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Em país islâmico, mulher se mata após testes de virgindade


Uma jovem do Tajiquistão se matou após ter sido submetida por seu noivo a dois testes de virgindade.

Rajabbi Khurshed (foto), 18, se envenenou por se sentir humilhada em sua comunidade.

Zafar Pirov (foto), 24, com quem ela se casou por um arranjo de família, admitiu que a moça tinha passado passado nos testes, mas ele duvidou do resultado.

Casamento arranjado

O suicídio ocorreu quando o rapaz começou a procurar outra mulher para se casar.

A República do Tajiquistão [mapa] fica na Ásia Central. Tem fronteira com o Afeganistão, Usbequistão, Quirguistão e China. Pertenceu à União Soviética.

O país tem cerca de 7 milhões de habitantes, cuja maioria (98%) é islâmica. Cristãos e judeus sofrem perseguição.

Fazila Mirzoeva, mãe da noiva, disse que sua filha foi vítima de calúnia porque ela nunca teve namorado nem relações sexuais antes do casamento.

Desde 2015, há no Tajiquistão uma lei que obriga os noivos a passarem por exames médicos antes do casamento.

Para as mulheres, esses exames incluem “teste de pureza”.

Rajabbi tinha obtido dos médicos o certificado de virgem.

Com informação do Daily Mail e foto de arquivo pessoal.




Pela primeira vez fui a um casamento sem Deus


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Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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