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Entidade islâmica da Malásia critica muçulmana por ter cão



Tan Sri Othman Mustapha, diretor do Departamento de Desenvolvimento Islâmico da Malásia [mapa], criticou uma muçulmana por ela ter aparecido em um vídeo com um cachorro, o Bubu.

Ele escreveu no Facebook que os muçulmanos donos de cães são “altamente perturbadores” porque isso contraria os ensinamentos islâmicos.

O vídeo [ver abaixo] mostra competidores de um torneio de donos de cães de estimação, e um deles é a muçulmana, que em 2015 resgatou Bubu da rua.

Houve na rede social forte reação à repreensão de Mustapha, inclusive de alguns muçulmanos, porque no Corão não há nenhuma proibição em ter o animal de estimação. As duas referências a cães não são negativas.

Contudo, na interpretação de líderes muçulmanos conservadores, o animal é impuro porque em uma oportunidade o anjo Gabriel deixou de encontrar Maomé porque um filhote demoníaco de cachorro estava na casa do profeta.

Em países islâmicos, como o Irã, a polícia religiosa pune quem sair à rua com um cachorro.

Diante da repercussão, Mustapha admitiu ter exagerado na repreensão.

Mas até muçulmanos tidos como moderados oram antes e depois de contato com cachorro, não se sabendo se esse é o caso da mulher do vídeo.





Cães e seus donos são vítimas da fé de muçulmanos


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Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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