Pedro Bial começa a se assumir como ateu, afirma jornalista



Ao comentar sobre os apresentadores de talk shows Pedro Bial, Fábio Porchat e Danilo Gentili, o jornalista Luciano Guaraldo os considerou como ateus ou como “descrentes de meia tigela” por não assumirem em público que não acreditam em Deus.

Na verdade, dos três, o comediante Porchat é o único ateu assumido, e a religião tem sido um tema recorrente em suas piadas e roteiros.

Guaraldo escreveu que o ateísmo do apresentador da TV Globo “veio à tona” no “Conversa com Bial” apresentado na noite de 9 de maio de 2017, quando os entrevistados foram um humorista e dois cantores, todos evangélicos.

“Ao fim do papo, Bial convidou o professor Ricardo Mariano para expor sua opinião sobre o crescimento do universo gospel. ‘Um ateu na conversa... Mais um ateu’, soltou o jornalista, em referência sutil ao fato de também não seguir uma religião”, escreveu o jornalista.

Guaraldo disse que a revelação, embora sutil, “pegou os fãs de Bial de surpresa”, embora essa não tenha sido a primeira vez em que o jornalista da Globo tenha feito referência ao seu ateísmo.

Guaraldo lembrou que em 2011, ao conceder uma entrevista a Marília Gabriela, na GNT, Bial disse: “Tudo o que estudei até hoje me comprova que Deus não existe”.

Não era assim que Bial pensava anos antes, em 2002, quando um assaltante deu um tiro em sua direção, e a bala pegou de raspão sua orelha.

Naquela época, Bial disse que tinha sido salvo por um “milagre”, embora não gostasse de usar essa palavra.

“Achei que tinha morrido. Deus é meu amigo, né? Ele estava entre a bala e eu", disse.

De 2002 para cá, muita coisa deve ter ocorrido na cabeça de Bial, a ponto de ele se identificar agora como ateu.

Jornalista está saindo
 do armário do ateísmo

Com informação do site Notícias da TV.
Envio de correção



Andréa Beltrão crê em pessoas, não em Deus. 'Sou cética'

Comentários

  1. Se as religiões são essencialmente superstições; se as Divindades são imaginárias; os demônios são inexistentes; os livros sagrados de todos os credos religiosos são mitologias; se a crença em alma ou espírito são invenções para atender à nossa inconformidade com a finitude da vida; se supostos milagres não podem alterar as leis da natureza; se o Universo existe por suas próprias contingências imanentes e não teve nenhum Criador; se a moral e a ética decorrem da própria necessidade de se harmonizar a convivência humana [...] - então por que nos mantemos nessa alienação religiosa?
    (Todavia, é bom lembrar que as religiões, tanto quanto a política, são instituições de poder)

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EDITOR DESTE SITE

Paulo Roberto Lopes é jornalista

profissional diplomado. Trabalhou

no jornal centenário abolicionista

Diario Popular, Folha de S.Paulo,

revistas da Editora Abril e

em outras publicações.

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