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Crise leva devotos a fazerem oferenda em porta de bancos

Fiéis agradam
santos para sair
da dificuldade
Alvim Graças ficou surpreso ao ver em cima do caixa eletrônico perto de sua casa uma abóbora com doze quiabos. Era o que ele pensou: um despacho de alguém pedindo a Xangô dinheiro para sair de dificuldades.

Em decorrência da crise econômica na qual o Governo Dilma atolou o país, despachos, simpatias, orações e novenas por escrito têm aumentado defronte a bancos do Rio de Janeiro. A informação é do jornal “O Dia”.

Graças brincou frente à abóbora: “Achei que algum cliente tivesse deixado uma moranga com camarão de presente para o gerente”.

Mas evangélicos e pessoas mais supersticiosas ficam apavorados.

O jornal contou o caso de uma funcionária pública de 45 anos que recuou quando viu um despacho perto da porta rolante de seu banco. “Voltei para minha casa.”

Poucos dias depois, ela foi a outra agência bancária, onde também se deparou com um despacho.

O babalorixá Pai Jair de Ogum disse que esse tipo de ritual não é umbanda nem candomblé. “Isso é desespero.”

É comum haver no Rio de Janeiro oferendas de rituais afro-descentes, principalmente na floresta do Alto da Boa Vista. Mas em banco não era tão frequente.

O serviço de coleta de lixo tem um gari pai de santo para recolher os ingredientes das oferendas.

Com informação de “O Dia” e foto de divulgação.





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Editor deste site
Paulo Lopes é jornalista
Trabalhou no jornal 
abolicionista Diario Popular, 
Folha de S.Paulo, revistas da
Editora Abril e em outras 
 publicações. 
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