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Mulher da periferia exibe excessos do corpo; ‘patricinha’ esconde

As mulheres das favelas e da periferia de uma forma geral se preocupam com a beleza do seu corpo tanto quanto as de qualquer outra classe social. Elas exibem suas gordurinhas em microshorts e tops justos e acham isso bonito, diferentemente do que ocorre com as “patricinhas”.

Essa é a conclusão de uma pesquisa com 200 mulheres feita por Joana de Vilhena Novaes, do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio.

No livro "Com que corpo eu vou? - Sociabilidade e usos do corpo nas mulheres nas camadas altas e populares" (editora Pallas), ela apresenta as diferenças de comportamento em relação ao corpo entre as mulheres da periferia e as da classe média.

As “patricinhas” expõem o corpo só se ele for malhado. Quem tiver algum tipo de excesso – sobretudo o de gordura – procura escondê-lo com roupas largas. Já as mulheres da periferia exibem suas farturas sem qualquer pudor. É comum, por exemplo, elas mostrarem a adiposidade de seu ventre saltando para fora da calça.

Para as mulheres endinheiradas, disse Joana, prevalece a relação do corpo com elas mesmas. “Querem ser magras para se sentir bem.”

O objetivo das mulheres da favela é outro. “Elas querem conquistar os homens, exercer sua sexualidade. Querem ser chamadas de gostosas.”

Com informação do Estado de S.Paulo.

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janeiro de 2011

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Comentários

Ricardo disse…
Legal esse estudo. Favelada é biscate assumida e patricinha é biscate enrustida, é isso mesmo? Ou perdi alguma parte?
Anônimo disse…
Esse estudo reflete o viés sociológico inclinado ao favorecimento ideal do pobre; nada mais lógico vindo de "especialistas" geralmente oriundos dessa mesma classe, que ascenderam graças à titulação e pesquisa acadêmicas...É para isso que pagamos impostos e sustentamos Universidades. Para que uma ex-pobre, impregnada da ideologia antropológica marxista de décadas atrás, que formou seus professores; reproduza um delírio de inferências subjetivas e análises totalmente esdrúxulas como esta. Os títulos destas monografias, dão pé do que anda a coisa; são cópias de cópias de cópias, de compilações de compilações de compilações, pontuadas de referências, citações, de alguma obra de uma outra louquinha americana ou européia...Que admira a bacanal, a promiscuidade escancarada das mulheres pobres, totalmente escravizadas pela violência simbólica exercida pela moda e pornografia...E atribui a isto o "exercício da saudável sexualidade". Uma mulher de certa postura, elegância, auto-crítica, senso do ridículo, é considerada "envergonhada"...Mas se tiver o corpo perfeito e mostrar...é "patricinha"! Só falta a doutora dizer que o viés antropológico é o estranho sociológico do olhar que não é o dela! Onde essas malucas arranjam orientador com suficiente cara de pau pra batizar uma merda dessas de ciência? E eu faço uma idéia da cara das críticas e dos comentadores da banca...e das observações, e de todas aquelas derrubações que fazem só de mau no "trabalho" dos outros...Afinal, ninguém sai limpinho de uma defesa de tese. Quem já passou, foi mais um.

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