L. (foto), de 9 anos, filho único de pais separados, é mais de observar do que de falar, é quieto. Ou, como diz a sua mãe, “é fechadinho”. Menino como ele geralmente é alvo preferencial de bullying – a prática de chacotas sistemáticas por parte de colegas.
Pois era o que estava ocorrendo com L. já havia cerca de um ano na escola particular Ofélia Fonseca, em Higienópolis, um bairro paulistano de classe média. Trata-se da mesma escola onde o pai dele estudara.
A jornalista Ana Paula Feitosa, 38, a mãe, sabia do bullying e pediu à direção da escola providências em mais de uma oportunidade para que o cerco ao seu filho fosse desarticulado.
Por isso ela não esperava que o assédio dos colegas de L. se intensificasse a ponto de o menino ter de enfiar a língua dentro de uma privada há duas semanas, uma quinta-feira.
“Ele me ligou e contou que tinha feito uma brincadeira ‘verdade ou desafio’ e teve de lamber a privada. Eu perguntei a ele por que fez isso e ele disse: ‘Mãe, você não está entendendo, eles iam me fazer dançar a dança da galinha", disse Ana Paula. “Eu gritei tanto ao telefone, não acreditei e chorei muito.”
A jornalista ficou indignada não só com os algozes de seu filho, mas sobretudo com a direção da escola, que, segundo ela, titubeou em impor logo após o episódio uma medida enérgica de disciplina. “Fiquei sozinha nessa história. Foi um descaso.”
Por fim, Ana Paula transferiu L. de escola, onde estava no 4º ano do ensino fundamental. E a Ofélia Fonseca expulsou o menino que seria o orquestrador das chacotas.
Sergio Brandão, diretor da escola, admitiu à repórter Carolina Stanisci ser difícil combater o bullying por causa das consequências nas crianças da fragmentação da família, com pais que se dedicam o insuficente aos filhos. “Às vezes, as crianças chegam chateadas e têm atitudes imprevisíveis.” Para ele, as crianças, a rigor, não são o problema, mas os pais, sim.
O bullying acontece a toda a hora -- inclusive por intermédio da internet -- nas escolas privadas e públicas.
Na maioria dos casos, os pais, quando ficam sabendo, procuram uma solução a mais discreta possível, para evitar a exposição dos filhos ou por falta de tempo para exigir o que deve ser feito. Esse não foi o caso de Ana Paula, que resolveu tornar público o que ocorreu com o seu filho.
A psicóloga Lídia Webber, da Universidade Federal do Paraná, disse que ela agiu corretamente, porque somente assim a sociedade poderá discutir o bullying com o devido empenho, superando o jogo do empurra-empurra entre escolas e pais.
Com informação do Estado de S.Paulo.
> Juiz condena estudante da 7ª série por bullying.
maio de 2010
> Difamação e bullying pela internet. > Violência na escola.
Pois era o que estava ocorrendo com L. já havia cerca de um ano na escola particular Ofélia Fonseca, em Higienópolis, um bairro paulistano de classe média. Trata-se da mesma escola onde o pai dele estudara.
A jornalista Ana Paula Feitosa, 38, a mãe, sabia do bullying e pediu à direção da escola providências em mais de uma oportunidade para que o cerco ao seu filho fosse desarticulado.
Por isso ela não esperava que o assédio dos colegas de L. se intensificasse a ponto de o menino ter de enfiar a língua dentro de uma privada há duas semanas, uma quinta-feira.
“Ele me ligou e contou que tinha feito uma brincadeira ‘verdade ou desafio’ e teve de lamber a privada. Eu perguntei a ele por que fez isso e ele disse: ‘Mãe, você não está entendendo, eles iam me fazer dançar a dança da galinha", disse Ana Paula. “Eu gritei tanto ao telefone, não acreditei e chorei muito.”
A jornalista ficou indignada não só com os algozes de seu filho, mas sobretudo com a direção da escola, que, segundo ela, titubeou em impor logo após o episódio uma medida enérgica de disciplina. “Fiquei sozinha nessa história. Foi um descaso.”
Por fim, Ana Paula transferiu L. de escola, onde estava no 4º ano do ensino fundamental. E a Ofélia Fonseca expulsou o menino que seria o orquestrador das chacotas.
Sergio Brandão, diretor da escola, admitiu à repórter Carolina Stanisci ser difícil combater o bullying por causa das consequências nas crianças da fragmentação da família, com pais que se dedicam o insuficente aos filhos. “Às vezes, as crianças chegam chateadas e têm atitudes imprevisíveis.” Para ele, as crianças, a rigor, não são o problema, mas os pais, sim.
O bullying acontece a toda a hora -- inclusive por intermédio da internet -- nas escolas privadas e públicas.
Na maioria dos casos, os pais, quando ficam sabendo, procuram uma solução a mais discreta possível, para evitar a exposição dos filhos ou por falta de tempo para exigir o que deve ser feito. Esse não foi o caso de Ana Paula, que resolveu tornar público o que ocorreu com o seu filho.
A psicóloga Lídia Webber, da Universidade Federal do Paraná, disse que ela agiu corretamente, porque somente assim a sociedade poderá discutir o bullying com o devido empenho, superando o jogo do empurra-empurra entre escolas e pais.
Com informação do Estado de S.Paulo.
> Juiz condena estudante da 7ª série por bullying.
maio de 2010
> Difamação e bullying pela internet. > Violência na escola.

Comentários
Luther King
os pais devem prestar mais atenção na conduta dos seus filhos.
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