do Página/12
O cardeal Jorge Bergoglio (foto) lançou uma guerra santa contra o projeto de casamento entre pessoas do mesmo sexo. A réplica por parte do governo veio do principal – ainda que não único – proponente da iniciativa. O deputado Néstor Kirchner disse que “a Argentina deve deixar para trás definitivamente as visões discriminatórias e obscurantistas”.
E referiu-se ao duríssimo lobby eclesiástico na Câmara: “Quando se pressiona é porque existem poucos elementos de convencimento”. A resposta do ex-presidente veio depois que Página/12 publicou uma carta de Bergoglio na qual diz que o projeto é “uma ação do ‘pai da mentira’ que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”.
O ex-presidente Kirchner foi consultado sobre as pressões eclesiásticas contra o projeto aprovado na Câmara dos Deputados: “Bom, dizem isso”, disse, e afirmou que “quando se pressiona é porque os argumentos de convencimento são poucos”.
15 de julho de 2010
Novo papa é o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio
13 de março de 2013
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| Bergoglio disse que família se encontra ameaçada |
E referiu-se ao duríssimo lobby eclesiástico na Câmara: “Quando se pressiona é porque existem poucos elementos de convencimento”. A resposta do ex-presidente veio depois que Página/12 publicou uma carta de Bergoglio na qual diz que o projeto é “uma ação do ‘pai da mentira’ que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”.
O ex-presidente Kirchner foi consultado sobre as pressões eclesiásticas contra o projeto aprovado na Câmara dos Deputados: “Bom, dizem isso”, disse, e afirmou que “quando se pressiona é porque os argumentos de convencimento são poucos”.
Em clara defesa do projeto, afirmou que a “Argentina deve deixar para trás definitivamente as visões discriminatórias e obscurantistas” que tentam sabotar a sua aprovação no Senado. “Lamento a ‘corda’ que alguns deram a este tema, mas eu tenho absoluta tranquilidade de consciência de ter votado a favor do matrimônio igualitário, a favor da igualdade de direitos; os argentinos merecem um país livre, amplo e com direitos iguais para todos”, disse.
Bergoglio em uma carta aberta às carmelitas dos quatro mosteiros de Buenos Aires e publicada por este jornal disse que “o povo argentino deverá enfrentar nas próximas semanas, uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família”. “Não sejamos ingênuos – escreveu: não se trata de uma simples luta política, é uma pretensão destrutiva do plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (isto é apenas o instrumento), mas sim de uma ação do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”.
Também sustentou que “está em jogo a identidade e a sobrevivência da família” e que se trata de uma “guerra de Deus”.
O secretário de Relações Parlamentares, Oscar González, qualificou o cardeal de “fundamentalista” por considera o debate no legislativo uma “guerra de Deus”. Bergoglio “vem com inusitada violência no espaço da deliberação democrática e convoca o ódio entre os argentinos”, disse o ex-deputado.
Ao apresentar a modificação do matrimonio civil, disse que “não se está falando de um sacramento e nem de temas religiosos”, mas o que “está se discutindo é a ampliação de direitos civis a favor de um importante setor da sociedade argentina”. “Quem deveria estar pregando a paz e a tolerância, anda convocando uma guerra santa e atos políticos de rua para pressionar o Senado da Nação”, resumiu.
De sua parte, a líder da Coalizão Cívica, Elisa Carrió, que não apoiou o projeto de matrimônio, disse: “Sou uma pessoa de fé” e afirmou estar a favor da união familiar para homossexuais, uma hipótese que incluiria o direito a adoção conjunta.
Bergoglio em uma carta aberta às carmelitas dos quatro mosteiros de Buenos Aires e publicada por este jornal disse que “o povo argentino deverá enfrentar nas próximas semanas, uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família”. “Não sejamos ingênuos – escreveu: não se trata de uma simples luta política, é uma pretensão destrutiva do plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (isto é apenas o instrumento), mas sim de uma ação do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus”.
Também sustentou que “está em jogo a identidade e a sobrevivência da família” e que se trata de uma “guerra de Deus”.
O secretário de Relações Parlamentares, Oscar González, qualificou o cardeal de “fundamentalista” por considera o debate no legislativo uma “guerra de Deus”. Bergoglio “vem com inusitada violência no espaço da deliberação democrática e convoca o ódio entre os argentinos”, disse o ex-deputado.
Ao apresentar a modificação do matrimonio civil, disse que “não se está falando de um sacramento e nem de temas religiosos”, mas o que “está se discutindo é a ampliação de direitos civis a favor de um importante setor da sociedade argentina”. “Quem deveria estar pregando a paz e a tolerância, anda convocando uma guerra santa e atos políticos de rua para pressionar o Senado da Nação”, resumiu.
De sua parte, a líder da Coalizão Cívica, Elisa Carrió, que não apoiou o projeto de matrimônio, disse: “Sou uma pessoa de fé” e afirmou estar a favor da união familiar para homossexuais, uma hipótese que incluiria o direito a adoção conjunta.
“A verdade é que para Kirchner não lhe importa a comunidade gay, o que Kirchner quer é combater alguém e está usando os homossexuais para enfrentar Bergoglio”, disse. “As posições são duras de ambos os lados, setores muito extremos da Igreja, mas também Néstor Kirchner”. Qualificar a homossexualidade de “perversão” é “loucura de alguns sacerdotes”, disse, “não é a posição da maioria da Igreja”. “Eu jamais votaria contra as pessoas com identidade sexual diferente, mas tampouco poderia votar às pressas, dado que sou uma pessoa de fé”.
As críticas chegaram também às províncias. Em Mendonza, setores juvenis de partidos de esquerda caminharam pelo centro da cidade da capital com a consigna “Direito ao casamento para todos e todas”. Com o apoio de agrupamentos de estudantes de diferentes cursos da Universidade estatal, a subsecretaria de Gênero e Diversidade Sexual, militantes da diversidade sexual e de organizações como Bairros de Pé e Juana Azurduy, entre outros, a mobilização começou com a distribuição de panfletos e atividades culturais. Em Rosario houve uma grande marcha que chegou à praça Montenegro.
Argentina aprova em votação apertada o casamento gayAs críticas chegaram também às províncias. Em Mendonza, setores juvenis de partidos de esquerda caminharam pelo centro da cidade da capital com a consigna “Direito ao casamento para todos e todas”. Com o apoio de agrupamentos de estudantes de diferentes cursos da Universidade estatal, a subsecretaria de Gênero e Diversidade Sexual, militantes da diversidade sexual e de organizações como Bairros de Pé e Juana Azurduy, entre outros, a mobilização começou com a distribuição de panfletos e atividades culturais. Em Rosario houve uma grande marcha que chegou à praça Montenegro.
15 de julho de 2010
Novo papa é o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio
13 de março de 2013

Comentários
Se é uma "guerra de deus", pq é ele que esta declarando e liderando a guerra? kkkkkkkkk papa é burro pra cacete.....
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