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Pais que apoiam ofensas de filhos terão de indenizar professora

 A Justiça condenou três pais de alunos a pagar indenização de R$ 10 mil, no total, a uma professora (foto) de uma escola particular de São Paulo que foi alvo de gozação em uma comunidade no Orkut.


Trata-se de uma decisão de primeira instância, e o caso, agora, está entregue ao TJ (Tribunal de Justiça).

O nome da comunidade era “Eu odeio a professora [nome dela]”. Ali, em 2005, foram postadas mensagens pornográficas pegando como mote o fato de a professora não tem marido. Ela é viúva e tem dois filhos.

Um dos 16 participantes da comunidade e o mais ativo deles é um jovem que desafiava a professora insistindo ouvir músicas durante as aulas em um MP3.

A escola deu todo o apoio à professora. Mandou os alunos retirar a comunidade do ar, e eles, além disso, foram submetidos a medidas socioeducativas.

Todos pediram desculpas à professora. Menos três, que contaram com o respaldo dos pais, e são esses que, agora, foram condenados pela Justiça.

Em uma tentativa de conciliação, o advogado da professora propôs o pagamento de indenização de R$ 6 mil. Mas os pais se depuseram a pagar somente R$ 1 mil.

Como não houve acordo e o caso continuou tramitando na Justiça, os pais continuaram tendo de pagar os honorários do seu advogado.

Quando o caso chegou à Justiça, houve um pedido formal de desculpas, mais aí já era tarde.

Os pais justificam as ofensas pelos seus filhos com o fato de que a professora é muito rígida. “A ação dela desencadeou uma reação dos alunos”, disse Zacarias Romeu de Lima, advogado dos pais.

Ou seja, por essa ótica a culpa é da vítima, da professora.

Só faltou os pais pedirem à Justiça que a professora pague uma indenização aos seus filhos, incluindo o escutador de MP3.

[Com informações e foto do G1]

> Pais inocentam filhos que ofenderam professor no Orkut. (setembro de 2008)

Comentários

Pangéia disse…
Ah!, claro!, os filhos são santos, errada é a Bíblia!
Escuta, ninguém entre esses pais conhece Delegacia de Ensino? É ela que tem de se responsabilizar por má conduta de professores. Eu também já tive professores bem grosseiros - até violentos - comigo e com minha irmã, também já tive de me defender. Porém, a única vez em que agredi uma professora foi em um colégio de freiras. Estudei em um colégio desses aos sete anos por um período de menos de um mês e só agredi a professora em questão com um chute pelo simples fato da mesma ter humilhado minha irmã caçula, na época estudando a pré-escol. Como pode uma freira - a professora era freira - fazer a afirmação de que uma menina de 5 anos, que ainda não havia completado 6 anos, não era filha de Deus mas do Diabo por não ser batizada? Pra quem pensa que minha família foi condescendente comigo, cheguei a apanhar nas costas de fivela de cinta! Fiquei uma semana com as costas machucadas por causa disso. Porém, graças à mesma família, acabei aprendendo que não se tem necessidade de agredir um professor grosseiro, basta denunciá-lo à Delegacia de Ensino da região escolar na qual seu filho estudo; é a Delegacia de Ensino quem deve apurar as irregularidades, não a gente.
Camila disse…
Infelizmente a escola esta uma baderna, alunos podem tudo e os professores nada podem contra os mesmos, estou cansada de ver matérias de jornais e internet de pais que se dizem revoltados por seus filhos serem cobrados ou ate punidos por atitudes irresponsáveis, como o caso da mãe que teve o filho punido por pixar a escola, dizendo que a atitude da professora em obriga-lo a pintar foi por demais exagerada, ou seja, é exagerado fazer com que um individuo limpe aquilo que ele suje ou no caso do aluno uma escola que ninguem de sua familia ajudou a pintar no feriado inteirinho.
Acredito que como esta insustentável essa situação, ao invés de ronda escolar, as escolas deveriam ter em cada corredor, um policial armado, onde possa ajudar os professores e inspetores a manter a ordem, ja que muitos alunos ao serem advertidos debocham cinicamente na cara dos funcionários.
Sou contra uma ditadura, mas no caso das escolas com alunos de hoje em dia, com certeza tendo direito a punições severas como expulsões e ate mesmo processos judiciais seriam modelos ate mesmo pros países de primeiro mundo.

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