O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio autorizou Raimunda R., 49, a mudar de nome, para Mariana, o qual ela já usa informalmente há anos.
A agora ex-Raimunda argumentou que desde os 15 anos tem sido incomodada pelos trocadilhos e brincadeiras com o seu nome, incluindo rimas pejorativas.
A mulher disse que as humilhações lhe afetavam emocionalmente. Deixou, inclusive, de ir ao médico do bairro por ter vergonha do nome, o que uma testemunha confirmou. As informações são do site do TJ.
A lei 6015, de 1973, impede que os cartórios registrem pessoas com nomes considerados vexatórios. Mas, a rigor, esse não é o caso de “Raimunda”, nome de muitas pessoas. No masculino (Raimundo) há até uma famosa poesia de Carlos Drummond de Andrade.
Em primeira instância a mulher não conseguiu alterar o nome e recorreu aos tribunais superiores, obtendo decisão favorável por unanimidade no TJ.
Em junho de 2007, um menino de 13 anos recorreu à Justiça do Mato Grosso do Sul para mudar o seu nome. Ele se chamava Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell.
Além desses, o menino tinha mais quatro nomes, os quais não foram revelados pela Justiça com a justificativa de que era para preservar a identidade rapaz, como se existissem milhares de “Wonarllevystons”.
Apesar da lei, tem sido registrado no Mato Grosso do Sul nomes como Altezevelte, Alucinética Honorata, Claysikelle, Frankstefferson, Hedinerge, Hezenclever, Hollylle, Hugney, Khristofer Willian, Maxwelbe, Maxwelson, Mell Kimberly, Necephora Izidoria, Starley, Uallas, Udieslley, Ulisflávio, Venério, Walex Darwin, Wallyston, Waterloo, Wildscley, Wochton, Wolfson, Yonahan Henderson, Locrete. Todos, desses casos, conseguiram trocar de nome.
Com a mania que têm de juntar pedaços de dois ou três nomes para batizar filhos, os brasileiros são considerados os mais esdrúxulos do mundo nesse tipo de invenção.
> Cerca de 700 mil crianças ‘sem-pai’ nascem por ano no Brasil. (julho)
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