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Vaticano quer avaliar impulso sexual de candidatos a padres

Da Reuters e Folha:

“Os candidatos ao sacerdócio católico devem ser submetidos a exames psicológicas para excluir heterossexuais que não sejam capazes de controlar seus impulsos sexuais e homens que apresentem fortes tendências homossexuais, recomendou ontem o Vaticano.

“Em um documento novo -o segundo em três anos após um escândalo de abusos sexuais que abalou a igreja seis anos atrás-, o Vaticano disse que a detecção precoce de defeitos psicológicos "às vezes patológicos" dos candidatos, antes de se tornarem padres, pode ajudar a evitar experiências trágicas.

"A Igreja tem o dever de discernir a vocação e a adequação dos candidatos ao sacerdócio", diz o documento da Congregação para a Educação Católica.

"O ministério sacerdotal requer determinadas habilidades, além de virtudes morais e teológicas, que são embasadas num equilíbrio humano e psíquico -e, especialmente, afetivo-, de modo a permitir que o sujeito seja adequadamente predisposto a doar-se à vida celibatária", diz ainda.

Em entrevista, representantes do Vaticano disseram que os exames psicológicos não serão obrigatórios, mas decididos caso a caso. A avaliação deve ter por objetivo detectar "imaturidade grave" e desequilíbrios na personalidade dos candidatos.

"Tais áreas de imaturidade incluiriam fortes dependências afetivas; notável ausência de liberdade nas relações; rigidez excessiva de caráter; falta de lealdade; identidade sexual incerta, tendências homossexuais profundamente enraizadas, etc. Se for o caso, o caminho da formação terá que ser interrompido", afirma o documento.

COMENTO

Do jeito que a Igreja Católica está contaminada por pervertidos, resta saber dos impulsos sexuais dos sacerdotes que ficarão encarregados de selecionar os candidatos que não sejam…. pervertidos.

> Casos de padres pedófilos.

Comentários

João disse…
Paulo,

Bom comentário final,esperemos que o grupo de examinadores não seja contaminado por tendências pervertidas.
Mas suponho que não,que haverá uma tentativa séria de limitar,pois terminar não é possível,estes casos vergonhosos.

O problema maior é a lógica católica de censurar e reprimir a sexualidade dos seus membros,os que estão entrando e os que já são parte do sacerdócio.
Tenho dúvidas se é o melhor caminho,se o Padre não deve de casar e ser pai,de não ter sexualidade com uma parceira...
Acho que há um grande medo e preocupação da hierarquia,que a Igreja torne-se uma grande confusão com estas admissões e libertações energéticas intimas,que escândalos e desvirtuações dos ideais monásticos desenvolvam-se e repúdios dos fieis.

Suponho ser estes os grandes receios que ainda estão impedindo certas evoluções...

Abraço amigo,que o computador seja arranjado e volte á vida,pois é sempre um prazer ler as suas noticias,já faz parte do meu hábito de le-lo,
joao
Paulo Lopes disse…
Sim, João, o celibato é algo difícil de aceitar, até porque nem sempre foi assim: nos primórdios da igreja os sacerdotes tinham mulheres.

Dou crédito à explicação de que se decretou a proibição do casamento de sacerdotes para que estes não tivessem herdeiros, para que, em suma, garantir os bens materiais da igreja.

O difícil mesmo é ter de engulir padre dando conselho, por exemplo, como criar filhos. É o mesmo que ensinar nadar sem saber nadar, apenas com a experiência da água do chuveiro.

Abs.

Estou me virando em uma lan house.

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