Por volta das 10 horas de hoje, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, deu ordem de prisão ao diretor-executivo da instituição e segunda na hierarquia, o delegado Romero Menezes (foto).
Menezes é suspeito de ter usado o prestígio do seu cargo na PF para beneficiar o seu irmão, José Gomes de Menezes Júnior, em licitações no Amapá e no Pará. José Gomes também foi preso. A informação é da emissora CBN.
O paraibano Romero Menezes fez carreira na PF. A sua ascensão na instituição teve a ajuda do ministro da Justiça do primeiro mandato do Governo Lula, o advogado criminalista Márcio Thomas Bastos.
O Ministério Público, que pediu a prisão, vinha investigando o diretor da Polícia Federal desde julho, quando a Operação Toque de Midas, da própria PF, apurou haver indícios de irregulares na concessão de uma estrada de ferro no Amapá ao empresário Eike Batista.
O delegado Menezes, por intermédio da empresa de seu irmão, teria facilitado o negócios para Batista.
É a primeira vez que um policial da direção da PF é preso. Comenta-se que Corrêa tomou a decisão porque, se o não fizesse, a instituição seria submetido a um desgaste maior diante da opinião: o Ministério Público ia denunciar o caso, em detalhes, à imprensa.
Até recentemente, o empresário Eike Fuhrken Batista aparecia com freqüência no noticiário de fofocas, por conta da sua separação da modelo Luma de Oliveira, com quem teve dois filhos e ficou casado por 13 anos. Agora, Batista, que é um dos homens mais ricos do Brasil, é protagonista do noticiário policial.
> Agentes da PF vigiam agentes da PF na operação Satiagraha. (julho de 2008)
Comentários
Postar um comentário