Está nos jornais de hoje, aliás, nos portais desde ontem: o embaixador brasileiro em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho, ficou extremamente irritado porque uma jovem brasileira foi detida por três horas pelo serviço de imigração israelense ao desembarcar no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, na quinta-feira à noite.
A jovem foi barrada por causa do seu nome, Laila, supostamente de origem islâmica. Os agentes da imigração acharam que ela pudesse ser uma terrorista árabe.
Coelho entrou na sala onde a Laila estava sendo interrogada, se apresentou com embaixador brasileiro e mesmo assim foi colocado para fora. Aí ele telefonou para autoridades israelenses, embora fosse de madrugada, até que resolveu o problema após falar com alguém do Ministério das Relações Exteriores de Israel.
Depois, o embaixador entrou em contato com jornalistas brasileiros e israelenses para contar o incidente, o que considerou “muito sério”. Um jornalista colocou noYoutube a conversa que teve por telefone com o Coelho [ver abaixo]. Até se cogitou que o Itamaraty convocasse a embaixadora israelense no Brasil, Tzipora Rimon, para dar um esclarecimento e apresentar desculpas.
De fato, houve excesso de zelo, o que dá uma idéia dos temores das autoridades israelenses em relação a atos terroristas.
Laila é filha do embaixador Coelho, e ela tinha ido a Israel para fazer um curso de férias (provavelmente conseguido com a intervenção do pai).
Pergunto: Coelho teria se empenhado tanto se Laila não fosse sua filha, mas apenas mais uma brasileira ou brasileiro dos tantos que são submetidos a constrangimentos em aeroportos de Israel e de outros países?
> Brasil dá o troco e barra espanhóis em aeroporto. (março de 2008)
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