Foi tudo igual, exceto o local e a vítima.
Em perseguição a bandidos, policiais se confundiram, mandaram balas em carro de inocentes e mataram uma pessoa com um tiro na cabeça.
Ocorreu no dia 6 no Rio. João Roberto, 3, foi metralhado – um bala se alojou em sua cabeça.
Ocorreu de novo no dia 13, em Porto Amazonas, Paraná. Uma bala se alojou na cabeça de Rafaeli Ramos Lima, de 21 anos. O enterro do corpo dela foi hoje em clima de revolta contra a polícia.
Da mesma forma que houve com as autoridades do Rio, ocorreu no Paraná: houve pedido de desculpas pelo pelo equívoco.
Ora, pedido de desculpas não ressuscita ninguém e não serve de garantia de que qualquer um de nós possa ser a próxima vítima da incompetência policial. De risco, já basta o de ser assaltado e morto por bandidos.
No vídeo abaixo, da Jornal Hoje, Sérgio Lobo, apresentado como especialista em segurança, aconselha quem for abordado pela polícia que se mantenha sob controle e saia do carro com as mãos para alto pedindo calma aos policiais.
Mas no caso do menino João Roberto e agora no da Rafaeli ninguém teve tempo de sair do carro para se mostrar aos policiais e pedir calma. Os policiais atiraram primeiro e depois gritaram: “Sai!”
Mas os mortos não escutam.
ADENDO
Mesmo que o carro abordado pelos policiais fosse dos suspeitos que estariam em fuja, não se justificaria dar tiros primeiro e perguntar depois. No Brasil não existe pena de morte e muito menos sumária, sem julgamento. É assim que tem de ser. Quem achar que está errado, que não seja policial.
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