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MPF denuncia militares que 'deram' jovens a traficantes

Os onze militares do Exército que entregaram três jovens da favela do Morro da Providência para traficantes da favela do Morro da Mineira, no Rio, foram denunciados (acusados) pelo MPF (Ministério Público Federal) à Justiça por três crimes de homicídio triplamente qualificado. A informação é do site Última Instância.

Wellington Gonzaga Ferreira, David Wilson da Silva e Marcos Paulo Campos foram no dia 14 de junho torturados e assassinados com 46 tiros. No dia seguinte, um domingo, os corpos foram encontrados em um lixão da Baixada Fluminense.

As três qualificações do crime são crueldade, morte por motivo torpe e não ter dado às vítimas nenhuma possibilidade de defesa.

Quando se anunciou a intenção de enquadrar os militares em homicídio, houve quem questionasse a medida, considerando que não foram eles que mataram os três jovens, mas os traficantes.

Aparentemente, está dúvida está resolvido.

O advogado Renato Pacca, mestre em Direto e professor universitário, escreve em seu blog que, ao entregarem os rapazes dos traficantes, os soldados assumiram o risco de haver o assassinato, o que de fato acabou ocorrendo.

Nesse caso, observa Pacca, os militares podem ser acusados de terem a intenção de que os jovens fossem mortos, o que no jargão jurídico chama-se “dolo eventual”.

Assim, escreve Pacca, “é possível denunciá-los por homicídio doloso, ainda que não tenham apertado diretamente o gatilho”.

Os militares começam a ser interrogados pela Justiça na nos próximos dias. Após os depoimentos, eles poderão levados a um Tribunal Federal do Júri Popular.

tenente_exército Os indiciados são: Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade (tenente, foto), Leandro Maia Bueno, José Ricardo Rodrigues de Araújo, Renato de Oliveira Alves, Samuel de Souza de Oliveira, Eduardo Pereira de Oliveira, Bruno Eduardo de Fátima, Sidney de Oliveira Barros, Fabiano Eloi dos Santos, Julio Almeida Ré e Rafael Cunha da Costa Sá.

> Blog do advogado Renado Pacca.

> Acompanhe o caso.

Comentários

Eu tinha dúvidas sobre se esse oficial havia sido formado pela AMAN ou pelo curso intensivo do CPOR. Agora, depois da confissão, verifico e confirmo que trata-se de um oficial da AMAN. Peço desculpas públicas ao pessoal do CPOR por minhas desconfianças e espero que esse oficial indigno seja punido com a mais execrável das punições: a expulsão sumária.

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