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Reitor da Unifesp admite ‘equívoco’ no uso de cartão em gasto pessoal

O cara é reitor de uma conceituada universidade pública, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ou seja, ele pode ser tudo, menos bobo.

Mesmo assim, olhe só, em entrevista ontem Ulysses Fagundes Neto disse ter cometido ‘equívoco’ ao usar o cartão corporativo em compras pessoais.

Como pode uma pessoa tão esclarecida cometer tal grave deslize?

Ele não detalhou aos jornalistas os gastos, mas sabe-se que comprou aparelhos eletrônicos em lojas dos Estados Unidos, cerâmicas na Espanha (onde alugou um carro), tênis Nike e da Adidas em Berlim (Alemanha), etc.

Em dois anos, o magnífico reitor gastou cerca de R$ 85.500,00. Na entrevista [ver abaixo], disse que já devolveu o dinheiro gasto indevidamente e em quantia a maior. Disse que, agora, é 'credor' dos cofres públicos.

Gozado, né, esse pessoal que desfruta da mamata do cartão corporativo nunca comete o ‘equívoco’ de pagar com o dinheiro do seu próprio bolso o que caberia aos cofres públicos. O ‘equívoco’ sempre lesa o dinheiro dos contribuintes.

Na entrevista, conforme já se previa, Ulysses mostrou que é descarado. Disse que nunca foi informado sobre os critérios para o uso do cartão corporativo. Ah, é? Ele precisava ser avisado de que o cartão não é para comprar peças de cerâmicas espanholas para a casa dele?

Agora, o reitor se faz de bobo, de tonto, mas ele não passa de mais dos tantos espertalhões que não deixam escapar uma oportunidade para mamar com apetite exagerado nas tetas gordas do governo.

Ulysses deveria se afastar da reitoria, para o bem da Universidade de São Paulo. Equívoco mesmo seria a sua permanência na universidade.


Atualização: em assembléia realizada ontem à noite, estudantes das universidades pedir o afastamento do reitor Ulysses Fagundes. Eles pretendem promover uma greve até que mude o reitor.



Gastos de R$ 85,5 mil

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