
Recomendo a entrevista que o gramático e filólogo Evanildo Bechara (foto), 80, concedeu ao Jornal do Brasil. Em relação a escritores como o Guimarães Rosa, ele vai contra a corrente, desmistificando-os. Um trecho:
Autores como Guimarães Rosa, quando morrem fisicamente, morrem também literariamente. O Rosa não vai durar muito tempo, ele hoje só é lido nas universidades. Porque ele saiu dos trilhos, exagerou. Aconteceu isso também com o Mário de Andrade que, quando escreveu Macunaíma, queria ser o Dante da língua portuguesa. Quem me chamou a atenção para isso pela primeira vez foi o Graciliano Ramos. Você sabia que Graciliano foi inspetor no colégio onde eu estudei? O colégio do Méier, o do Credidio. Quando descobri que era ele, passei a trocar as namoradas do recreio pelos papos com o Graciliano. Quer dizer, com as tentativas de papo, porque ele era muito retraído. Pois foi ele quem me disse: "O José Lins do Rego deveria escrever em uma língua mais comum, senão vai ficar esquecido".
Íntegra da entrevista.
xxx
Comentários
Postar um comentário