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Casal de surdos quer fertilizar filho surdo

Há um temor –justificado—de que a genética e os modernos processos de fertilização artificial possam ser utilizados por pais para que tenham filhos com aparência e capacidades extraordinárias, distinguido-os do ‘resto’ da humanidade. Um ideal, aliás, fascista, como se sabe.

Mas por esta ninguém esperava: um casal britânico de surdos que ter um bebê pelo processo de fertilização artificial, mas desde que o embrião escolhido também seja portador de surdez.

Na Grã-Bretanha, o desejo de Tomato e Paula Lichy gera polêmica e indignação. Principalmente porque, veja só, o casal não considera a surdez uma deficiência, mas o requisito necessário para a criação de uma nova cultura, com linguagem, história e tradições, conforme leio no G1, que reproduz texto da BBC.

Ou seja, só falta o casal considerar como deficientes os não-surdos.

O caso merece uma tentativa de explicação psicológica: o casal, que já tem uma filha com surdez, teme ‘perder’ o futuro filho para os não-surdos, deixando de ter sobre ele a influência que gostaria de ter.

Por esse ângulo, o casal quer um filho que dependa dele, ainda que ao custo de uma deficiência deliberada. O que mostra o quanto o egoísmo pode ser perverso.

Íntegra da notícia. (G1/BBC)


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