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Afro-brasileiros comemoram Dia de Combate à Intolerância

Um terreiro na pintura de Carybé


Amanhã, 21 de janeiro, movimentos de defesa da população negra comemoram o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

O dia 21 de janeiro foi escolhido (e aprovado por um projeto de lei) porque foi nesse dia, em 1999, que a mãe-de-santo Gilda morreu de enfarto depois de ver sua foto estampada na Folha Universal (da Igreja de Edir Macedo), cuja manchete era “Macumbeiros charlatões lesam bolso e vida de cliente”.

O jornal usou uma foto de Gilda que tinha saído na Veja quando a mãe-de-santo participou em 1992 de uma manifestação pelo impeachment do então presidente Collor.

A Universal foi condenada a pagar uma indenização de R$ 1,3 milhão à família da Mãe Gilda por intolerância religiosa. A igreja recorreu da condenação e ainda não há uma decisão final do judiciário – a Justiça brasileira, vocês sabem, é lenta como uma lesma.

Vejam só, apesar da acusação de charlatanismo feita ao terreiro em Salvador da Mãe Gilda, a mãe-de-santo nunca teve uma poderosa rede de tv e rádios, companhia aérea, mansões etc.

Parece que Igreja Universal deixou de atacar as religiões de afro-brasileiras. Edir Macedo percebeu que sua igreja, em termos de imagem, tem só tem a ganhar com isso. O que ele deveria ter percebido antes, quando um de seus pastores, Sérgio Von Helder, chutou uma imagem de Nossa Senhora, a padroeira do Brasil, no dia 12 de outubro de 1995.

A ironia é que, hoje, é a Universal que reclama ser vítima de intolerância religiosa, por parte de setores da imprensa.

Pois é: ela também poderia aderir às comemorações do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa...

> Justiça proíbe livro de padre que associa a umbanda ao demônio. (16/05/2008)

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