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Deus morreu, mas está sendo ressuscitado


Valor Econômico de hoje publica um texto de Marília de Camargo César no qual compara os profetas do ateísmo de hoje com os dos séculos 18, 19 e 20. Uma das conclusões a que ela chega é que os ateus de hoje são muito mais agressivos, e como exemplo cita Richard Dawkins, autor do “Deus, um Delírio”.

Ainda não li esse livro, que é um best-seller, mas agora o meu interesse por ele se renovou, porque acho difícil alguém ser mais contundente contra a religião, principalmente contra o cristianismo, do que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). [foto]

Ultimamente, os autores que defendem a inexistência de Deus têm sido destaque na mídia. Além do livro de Dawkins, há outros cujo pai intelectual é o filósofo bigodudo.

Apesar de o debate por vezes ser passional, é ótimo que este bate-boca esteja ocorrendo neste momento em que em todo o mundo as religiões parecem avançar em sua influência na vida das pessoas e de nações, em um  retrocesso aos tempos medievais.

Nietzsche escreveu que Deus está morto e quem O matou foi o homem. Na verdade, ele se referia a um contexto de uma época, no qual a ciência tinha papel preponderante.

Nos últimos anos a ciência nunca evoluiu tanto em determinadas áreas sensíveis à moral religiosa, como a genética. Talvez por isso mesmo tem havido uma forte reação de religiosos, como demonstra o fortalecimento do criacionismo, principalmente nos Estados Unidos.

Diante do recrudescimento dos conflitos ditos “santos”, conflitos alimentados pelo proselitismo e que faz correr sangue, como ocorre todos os dias no Oriente Médio, pode-se dizer que os profetas e líderes políticos ressuscitaram Deus, e cada um deles de acordo com suas feições e intolerâncias.

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